Pagamento do abono ocorreria a partir de outubro, com incorporação aos salários em dezembro.

A Prefeitura de Santos, no litoral de São Paulo, apresentou na noite desta segunda-feira (20) uma proposta de abono salarial de 5,35% sobre o vencimento base dos 12 mil servidores municipais, com pagamento previsto a partir de outubro. O anúncio foi feito durante reunião no Paço Municipal com sindicalistas e vereadores.

A greve da categoria completou 12 dias nesta segunda-feira. Os funcionários se concentraram na Praça das Bandeiras, no bairro Gonzaga. A paralisação, por tempo indeterminado, foi motivada pela falta de reajuste salarial e é coordenada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santos (Sindserv).

Segundo a proposta da prefeitura, o abono, referente ao índice da inflação, seria incorporado ao salário em dezembro, não se estendendo aos cargos comissionados. Também foi mantida a oferta da reposição de 5,35% sobre os valores do auxílio alimentação e da cesta básica. Neste caso, o pagamento seria retroativo a fevereiro. O conjunto de reajustes, segundo a administração municipal, representa um aumento de R$ 16,8 milhões na folha salarial.

A categoria já foi informada sobre a proposta, mas manterá a greve até, pelo menos, quinta-feira (23), quando será realizada uma nova assembleia, que decidirá os rumos do movimento.

Em entrevista exclusiva ao G1, na última semana, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) reforçou que a prefeitura está aberta à negociação, e deixou em aberto um possível reajuste imediato caso a arrecadação do município aumente. Ele também falou sobre questões polêmicas, como nepotismo, contradições orçamentárias e a situação geral da cidade.

Servidores públicos se concentraram na Praça das Bandeiras, em Santos (Foto: Solange Freitas/G1)Servidores públicos se concentraram na Praça das Bandeiras, em Santos (Foto: Solange Freitas/G1)

Servidores públicos se concentraram na Praça das Bandeiras, em Santos (Foto: Solange Freitas/G1)

A decisão pela greve foi tomada por mais de 600 trabalhadores presentes em assembleia realizada no dia 23 de fevereiro, em resposta ao anúncio do governo de não querer reajustar os salários. Na última quinta-feira (9), os servidores iniciaram a greve por volta das 8h, e os serviços públicos foram paralisados. Os funcionários se concentraram na Praça Mauá e fizeram duas passeatas, tanto na quinta como na sexta-feira (10).

Nesta segunda-feira (13), os manifestantes se reuniram na Praça das Bandeiras e percorreram a Avenida Ana Costa. O prefeito Paulo Alexandre Barbosa, no mesmo dia, falou que a prefeitura não tem recursos para conceder o reajuste salarial pleiteado pela categoria, e que isso só será possível a partir do segundo semestre, caso a situação dos cofres públicos melhore. No mesmo dia, a prefeitura entrou na Justiça para garantir que 80% dos servidores públicos compareçam aos serviços municipais essenciais nas áreas da educação, assistência social e saúde.

Já na terça-feira (14), mesmo com chuva, os funcionários públicos se reuniram na Praça Mauá e continuaram protestando e batendo panelas, tanto nas escadarias do Paço Municipal como durante uma passeata pelas ruas do Centro de Santos. Na quarta-feira (15), os manifestantes se reuniram na Praça das Bandeiras e fizeram duas passeatas pela Avenida Ana Costa.



Source link

Comments

comments

Os comentários estão desativados.