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Corpos são encontrados carbonizados em Mianmar; organizações acusam junta militar


Governo disse que várias pessoas foram abatidas quando o Exército tentava parar carros que circulavam de forma suspeita. Massacre em Mianmar deixa ao menos 30 mortos
Os restos mortais de cerca de 30 pessoas, incluindo mulheres e crianças, foram encontrados neste sábado (25) em veículos carbonizados em Mianmar, segundo um oficial dissidente e uma ONG, que atribuiu as mortes à junta militar no poder desde o golpe de fevereiro.
“Quando fomos explorar a área esta manhã, encontramos os cadáveres carbonizados em dois caminhões. Encontramos 27 cadáveres”, disse um responsável pelo movimento de oposição à junta Forças de Defesa do Povo, sob condição de anonimato.
Outra testemunha relatou que “27 crânios” foram identificados, embora “houvesse outros cadáveres no caminhão tão queimados que não foi possível contá-los”.
De acordo com o observatório Myanmar Witness, “35 pessoas, incluindo mulheres e crianças, foram queimadas e mortas pelos militares em 24 de dezembro no cantão de Hpruso”.
Mapa mostra a localização de Mianmar, com a capital, Naypyiadaw, destacada
G1
Neste sábado (25), a ONG Save the Children alertou que dois membros de sua equipe em Mianmar estavam “desaparecidos” depois que seu veículo foi atacado e incendiado na mesma área.
O porta-voz da junta, Zaw Min Tun, informou que os confrontos eclodiram na região na sexta-feira depois que o exército tentou parar sete carros que circulavam de forma “suspeita”, e que, neste contexto, várias pessoas foram abatidas.
Segundo uma ONG de direitos humanos, a repressão da junta militar teria deixado mais de 1.300 mortos em Mianmar, que vive uma profunda crise política desde o golpe que depôs o governo de Aung San Suu Kyi em fevereiro.

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