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Bennett consolida a soberania israelense nas Colinas do Golã com a construção de assentamentos


Premiê investe em plano para dobrar a população da região, agora considerada estratégica para a segurança de Israel após a guerra civil na Síria. Joe Biden encontra primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett
Motivado pela aparente anuência do governo Biden, o premiê Naftali Bennett anunciou sua meta para consolidar a soberania israelense das Colinas do Golã: a construção de dois assentamentos que até o fim da década dobrarão o número de moradores na região.
Com o plano de investir US$ 310 milhões (R$ 1,7 bilhão, na cotação atual) para tornar o Golã a capital tecnológica de energia renovável, Israel aproveita para fortalecer o domínio de uma área conquistada há meio século da Síria. Bennett fomenta a base conservadora, ressaltando a importância estratégica do Golã para a segurança israelense e reforça também sua imagem de falcão nos 18 meses que lhe restam para trocar de posto com o vice Yair Lapid.
Imagem da fronteira entre Israel e a Síria nas Colinas do Golã
Ammar Awad/Reuters
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O premiê se escora na falta de estabilidade na Síria e na influência do Irã e seus aliados na região para acelerar o plano. O território está a 60 quilômetros de Damasco e a mil quilômetros da fronteira iraniana.
Há três anos, Israel ganhou do então presidente americano, Donald Trump, o reconhecimento de sua soberania sobre o Golã, a despeito de grande parte a comunidade internacional, que considera a anexação ilegal. A população da área abrange cerca de 50 mil pessoas, distribuída entre 27 mil judeus, 24 mil drusos e 2 mil alauitas.
Conforme argumentou Bennett, a guerra civil na Síria deixou claro que o controle israelense do território é a opção preferível. “Este é o momento das Colinas do Golã”, atestou o premiê, que diz ter recebido a indicação do governo Biden de que seu plano não será contestado, pelo menos no curto prazo. Com isso, ele afasta a possiblidade de um acordo de Israel com a Síria em troca do território.
Nacionalista religioso, líder do partido Yamina, Bennett preside uma coalizão de 18 legendas ideologicamente diversas que tinha um objetivo comum: tirar o ex-premiê Benjamin Netanyahu do poder, após 12 anos consecutivos no cargo.
Defensor da colonização, ele ainda precisa da aprovação do Gabinete para o seu plano. Mas, diferentemente da Cisjordânia, a ocupação do Golã conta com apoio da maioria dos israelenses, sobretudo depois da violenta guerra civil na Síria em seu quintal. Bennett segue a linha de Netanyahu, sem irritar, contudo, os partidos de centro-esquerda que ajudam a sustentar seu governo.
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