Litoral

Homem corre uma ultramaratona por dia dentro de casa em SP em prol de causas beneficentes


Alexandre Sartorato correu mil quilômetros em 12 dias. Atleta correu em casa por mais de 200 horas
Arquivo Pessoal/Alexandre Sartorato
O recordista Alexandre Sartorato, de 49 anos, se propôs a correr uma ultramaratona por dia na esteira, em sua residência em Cubatão (SP), em prol de entidades beneficentes. Em entrevista ao g1, o atleta contou que conseguiu fazer mais de mil quilômetros durante o desafio, e correu o equivalente a 228 horas.
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Corredor desde adolescente, Sartorato diz que sempre gostou de desafios. Foi assim que conseguiu bater o recorde sul-americano de corrida em 24 horas, fazendo 240 km e 421 metros em um dia. Depois disso, ele deu a volta ao mundo em 2007, realizando uma ultramaratona por dia. O percurso de 10,3 mil km durou 106 dias e abrangeu 20 países.
“É diferente do que as pessoas acham. Só os oceanos que eu fazia de avião, a parte terrestre eu ia correndo. Eu saí do Cristo Redentor, para divulgá-lo como uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, terminei na Holanda e voltei para o Brasil”, explica.
Sartorato deu a volta ao mundo correndo
Arquivo Pessoal/Alexandre Sartorato
Depois de algum tempo parado, em 2020, ele pensou em retomar os treinos e lançar um novo desafio: correr por 30 dias uma ultramaratona para divulgar instituições beneficentes. “Meu objetivo esse ano era quebrar o recorde mundial em esteira, em uma caixa climatizada e com o apoio do público, mas, com a pandemia, não deu”, afirma.
Diante disso, ele viu a possibilidade de fazer o desafio em casa, com transmissão ao vivo nas redes sociais. Apesar de inicialmente ter estipulado correr por 30 dias, Sartorato parou no 12º, após sofrer um edema no joelho. Ele atribui isso ao tempo de treino, que foi curto. “Geralmente, me preparo seis meses para isso. Só que, em fevereiro, eu fiquei doente, fiquei 15 dias parado, me atrapalhou bastante. Em vez de fazer seis meses, fiz só três”, relata.
Sartorato explica que, além da dor, outra coisa que o prejudicou bastante foi a falta de climatização do ambiente, porque, depois de tantas horas, o corpo começa a sentir muito calor. “No primeiro dia, fez 31ºC. Com o tempo, vai parecendo 40ºC”, afirma. Por quase duas semanas, ele não fez menos que 88 km por dia, chegando a correr até 108 km. Ao fim, ele conseguiu concluir o percurso de mil quilômetros, fazendo 228 horas.
Para o atleta, o mais marcante do projeto foi a interação do público durante as lives e a divulgação das entidades. “É uma marca bem importante. No mundo, ninguém fez uma marca dessa em esteira. Isso tudo é treino, mas eu tenho bastante coisa para melhorar. Estou muito feliz, porque fiquei muitos anos parado, quase dez anos. Estou me sentindo muito bem”, finaliza.
VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

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