Litoral

Turista se perde ao sair para comprar pão no Natal e é encontrado 2 dias depois no litoral de SP


Cícero da Conceição, de 56 anos, é morador de Itupeva (SP), e era sua primeira vez em Praia Grande. Ele foi deixado na cidade pelo amigo com quem viajou e chegou a ser abrigado por um ambulante. Turista se perdeu ao sair para comprar pão no Natal e foi encontrado 2 dias depois em Praia Grande, SP
Reprodução
Um mecânico de 56 anos, morador do interior de São Paulo, desapareceu no Natal ao sair da casa onde estava hospedado para comprar pão, em Praia Grande, no litoral paulista, e não conseguir encontrar o endereço para voltar. Ele foi encontrado na manhã desta segunda-feira (27), sentado na praia, esperando pelo amigo com quem tinha viajado. O amigo em questão já tinha voltado para sua cidade de origem, deixando-o sozinho.
A situação inusitada teve início na noite da véspera de Natal, na sexta-feira (24). Cícero da Conceição, um mecânico de caminhões morador de Itupeva (SP), decidiu passar o feriado com um amigo em Praia Grande.
À noite, Cícero sentiu fome e decidiu sair à procura de uma padaria onde pudesse comprar pão. O amigo continuou na residência onde ambos estavam hospedados, no bairro Aviação. O mecânico encontrou a padaria, mas não o caminho da volta. Sem celular ou o endereço, Cícero passou a vagar pelas ruas da cidade tentando encontrar o amigo, mas não teve sucesso. O mecânico passou a noite na casa de um ambulante, que o acolheu.
Amigos compartilharam pedidos de busca nas redes sociais
Reprodução/Facebook
Enquanto isso, o amigo deu falta de Cícero e o procurava nos locais por onde eles tinham passado, mas não conseguiu encontrá-lo. Na manhã seguinte, no Natal, ele foi à Delegacia Sede de Praia Grande registrar um boletim de ocorrência pelo desaparecimento e, em seguida, voltou para sua cidade de origem, e entregou os pertences do mecânico à família dele, avisando sobre o desaparecimento.
Foi então que a família ligou para um colega de trabalho de Cícero, que poderia ter sido acionado pelo trabalhador. Rogério Mendes, de 30 anos, trabalha há pelo menos sete anos com o mecânico em Jundiaí (SP). Ao saber da história, ele decidiu viajar até o litoral, acompanhado de outro colega e o enteado do desaparecido.
Eles foram a hospitais, delegacias e andaram pela orla durante todo o domingo (26). “Ficou faltando só o IML [Instituto Médico Legal]”, conta Rogério. Como o IML só abriria a partir das 9h de segunda, o trio decidiu dar uma última volta pela praia. Foi aí que encontraram Cícero, sentado em um banco. “É um senhor analfabeto. Como era noite, saiu sem documento e sem o endereço da casa, aí se perdeu”, explica o colega.
“Quando ele viu a gente, ele se assustou, disse ‘o que estão fazendo aqui?’. Ele esperava que o amigo passasse por ali para encontrar ele. Só que o amigo já foi embora faz tempo”, diz Rogério.
Após o encontro, todos foram à delegacia dar baixa no registro de ocorrência feito dias antes. O mecânico passa bem, e disse aos amigos que não chamou a polícia porque só pensou nesta possibilidade nesta segunda, momentos antes de ser encontrado. Eles voltaram ao interior paulista ainda pela manhã.
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