Litoral

Caravelas-portuguesas são encontradas em praia no litoral de SP


Cuidadora de crianças, Andreia Souza, de 47 anos, encontrou o animal na praia do Itararé em São Vicente. Caravelas-portuguesas que podem causar lesões no sistema nervoso são encontradas em praia no litoral de SP
Andreia Souza/Arquivo Pessoal
Caravelas-portuguesas (Physalia physalis) foram encontradas, na tarde de sábado (25), na praia do Itararé, em São Vicente, no litoral de São Paulo. O animal, parente das águas-vivas e das anêmonas-do-mar, possui tentáculos cheios de células urticantes.
A cuidadora Andreia Souza, de 47 anos, diz que encontrou três caravelas-portuguesas. Elas estavam próximas umas das outras. “Poderiam ter mais [em outros lugares], fiquei com medo. Entrei no mar para me lavar porque tive que ir embora e, infelizmente, não pude fazer nada”.
De acordo com ela, poucas pessoas estavam na praia no momento, mas haviam crianças. “É um risco, por isso quis alertar, principalmente, as crianças. [As caravelas] estavam na faixa de areia onde as pessoas costumam caminhar. São belas, encantam e ao vivo são lindas pelo brilho, por serem transparentes”.
Ainda de acordo com Andreia, as caravelas-portuguesas estavam em meio de madeiras e sujeiras, que vieram do mar. “Se estavam vivas não sei, não se mexiam e nem estavam ressecadas”.
O g1 entrou em contato com a Prefeitura de São Vicente, que informou que não têm registros na cidade sobre a aparição dos animais.
Cuidadora de crianças afirmou ao g1 que encontrou as caravelas-portuguesa na faixa de areia
Andreia Souza/Arquivo Pessoal
Casos recentes na região
Em 27 de novembro, a Prefeitura de Peruíbe, no litoral de São Paulo, fez uma publicação nas redes sociais alertando à aparição de caravelas-portuguesas nas areias da cidade, capazes de provocar queimaduras graves nos banhistas.
A administração municipal ressaltou que, mesmo após morta, a caravela-portuguesa provoca lesões na pele e no sistema nervoso. A recomendação é manter distância, caso encontre o animal.
Dois dias depois, o fotógrafo Rafael Mesquita conseguiu fazer registros detalhados de caravelas-portuguesas quando estava no mar em Bertioga. “Eu saio para o mar quase todo dia, o ano inteiro, então, encontro bastante coisa, tanto boas quanto ruins. No caso, considerei essa aparição boa, porque normalmente a gente encontra elas já mortas, na areia. Então, como fotógrafo de natureza, acho muito legal encontrar os bichos vivos”.
Caravelas-portuguesas assustam banhistas e são confundidas com ‘camisinhas’ no litoral de SP
Fotógrafo conseguiu registrar cores vibrantes de caravelas-portuguesas em Bertioga, SP
Rafael Mesquita
Caravelas-portuguesas
A caravela-portuguesa (Physalia physalis) vive nas águas de todas as regiões tropicais dos oceanos. Ela possui tentáculos cheios de células urticantes, e apesar de parecer um único animal, é uma colônia composta por muitos animais inter-relacionados (pólipos). Em caso de acidentes com as caravelas-portuguesas, a orientação é evitar jogar água no ferimento ou esfregá-lo.
O biólogo marinho e coordenador do Aquário de Santos, Alex Ribeiro, explicou ao g1 que a caravela-portuguesa é um cnidário, parente das águas-vivas e das anêmonas-do-mar.
“Porém, é diferente da água-viva, que é um organismo só. A caravela é uma colônia de organismos, então, cada tentáculo dela tem uma função específica dentro da colônia. Ela é um pouco mais nociva do que a água-viva, pois os tentáculos têm efeito um pouco mais urticante no banhista quando é tocado”.
Ribeiro afirma que esses animais marinhos acabam migrando a favor dos ventos e correntezas. “De acordo com anos anteriores que a gente monitora, nessa época do ano é mais comum a presença desses animais nas praias e, por sua vez, também é comum o crescimento da presença de banhistas”.
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