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Índia registra recorde de 126 tigres mortos em 2021


Foram usadas câmeras e computadores que conseguem identificar padrões no pelo dos tigres, o que permite o rastreamento. Tigre de bengala em zoológico de Mumbai, na Índia, em julho de 2021
Punit Paranjpe/AFP
O órgão de governo responsável pela preservação do tigre na Índia informou que 126 animais morreram em 2021. É o maior número desde que os dados começaram a ser coletados, há uma década.
A morte mais recente ocorreu na quarta-feira (29) no estado central de Madhya Pradesh, de acordo com a Autoridade de Conservação Nacional do Tigre (NTCA). Este órgão iniciou a coleta de dados em 2012 e, desde então, o pior ano havia sido 2016, com 121 animais mortos.
Globo Repórter fica diante do tigre-de-bengala, o rei das florestas asiáticas
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A Índia abriga cerca de 75% da população mundial de tigres. Há dois anos, o governo anunciou que esta população havia subido para 2.967 em 2018, após registrar uma baixa recorde de 1.411 em 2006. Este marco foi celebrado como “histórico” pelo primeiro-ministro Narendra Modi.
Este número é parcialmente explicado pela magnitude da pesquisa: foram empregadas mais câmeras para identificar tigres, usando um programa de reconhecimento do padrão de sua pelagem.
Na última década, o principal motivo das mortes registradas pelo NTCA foram “causas naturais”, mas muitos também morreram por caça ilegal, ou por conflitos entre animais e humanos.
A intrusão dos humanos no hábitat destes felinos tem aumentado nas últimas décadas neste país de 1,3 bilhão de habitantes.
Diante disso, as autoridades afirmam que têm tentado administrar melhor a população de tigres, reservando 50 habitats no país para estes felinos.
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