Litoral

Alagoanos que desembarcariam de navio em Salvador são mandados para Santos após 68 testarem positivo para Covid

Família de Alagoas encerraria viagem na capital baiana para voltar para Maceió, mas mesmo com teste negativo para coronavírus, não foi autorizada a desembarcar. Anvisa interrompeu atividades do navio. Família de Alagoas é impedida de desembarcar de navio em que 68 pessoas contraíram Covid
Uma família de Alagoas que fazia um cruzeiro no navio Costa Diadema, onde 68 pessoas testaram positivo para Covid-19, foi impedida de desembarcar em Salvador como estava planejado. Mesmo com resultado negativo para o coronavírus, os alagoanos vão ter que voltar com os demais passageiros nesta sexta-feira (31) para o Porto de Santos, destino final do navio que teve suas atividades interrompidas.
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Em vídeo enviado ao g1 (assista acima), a jornalista Gilka Mafra contou que ela, o marido e os três filhos do casal embarcaram na capital baiana no último dia 23, foram até a cidade de Ilhéus, ainda na Bahia, e depois para Santos, no litoral paulista, de onde voltaram para Salvador para encerrar a viagem na quinta (30).
Mas quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tomou conhecimento de que 56 tripulantes e 12 passageiros estavam infectados pelo coronavírus, impediu que todos os passageiros desembarcassem. Nesta sexta, veio a notícia de que somente os moradores da capital baiana teriam autorização para desembarcar.
“Eu embarquei em Salvador há oito dias, então o cruzeiro terminou para mim e eu teria que desembarcar exatamente aqui, em Salvador. Pelo fato de eu não ser baiana, eles não estão autorizando o meu desembarque junto com a minha família. Eu não entendo que critério é esse da Anvisa, vão desembarcar os baianos e o navio vai seguir para o Porto de Santos”, questionou a jornalista.
Segundo a Anvisa, a decisão ocorre após uma investigação epidemiológica conduzida pela agência e por técnicos das Secretarias de Saúde do Estado da Bahia e de Salvador, que concluiu que ocorreu uma transmissão comunitária de Covid-19, nível 4, dentro da embarcação.
Após 68 testarem positivo para Covid-19, Anvisa suspende atividades de navio em Salvador
Ainda segundo a Agência, também foi solicitada às autoridades locais de saúde a permissão para o desembarque dos passageiros que testaram positivo para Covid-19, que ficarão em isolamento em hotéis disponibilizados pela operadora do cruzeiro.
Por causa dessas medidas, a jornalista alagoana já teve que cancelar três voos, já que encerraria a viagem na capital baiana para voltar para Maceió.
“Não tem sentido isso, eles me deixarem mais um ou dois dias dentro do navio, correndo o risco de ser contaminada, porque eu já estou com os testes negativos aqui. Lembrando que o meu grupo de embarque foram os baianos, eles vão todos descer aqui agora. Então eu tenho que ser tratada junto com o grupo”, disse Gilka.
O g1 entrou em contato com a Anvisa para questionar a restrição de desembarque a quem não é residente em Maceió e foi informado de que a decisão foi tomada em conjunto com o governo baiano.
A Agência ressaltou ainda que “a embarcação se encontra em contingência” e que é “responsabilidade das companhias de cruzeiros, por força da legislação sanitária, civil e normas do direito do consumidor, bem como em função do compromisso assumido pelas empresas em planos de contingência apresentados à Anvisa, em prestar assistência aos cruzeiristas e estabelecer fluxo de comunicação rápido, claro e transparente com os viajantes”.
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