Litoral

Brasileiro relata ‘cenário apavorante’ após recordes de Covid-19 nos EUA


Desde quando a ômicron se tornou a variante dominante no país, internações dobraram em três semanas. Brasileiro relatou ver muitas pessoas recusando a vacina contra a Covid-19 em Nova York
Arquivo Pessoal
Os Estados Unidos sofrem com o avanço da variante ômicron da Covid-19, que fez o número de internações pela doença dobrar em três semanas, e atingir um novo pico de 132.646 hospitalizados. De acordo com a agência de notícias Reuters, o recorde anterior era de janeiro de 2021, quando o país atingiu a marca de 132.051 internados. Neste cenário, um brasileiro que vive no país relatou ao g1 a situação “apavorante” que os EUA atravessam.
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Tarcísio Hernandes Cavaco, de 41 anos, é natural de Santos, no litoral de São Paulo, e está morando em Nova York desde novembro de 2021, para participar de um curso sobre o mercado financeiro. Ele confessa estar apavorado com a nova onda de Covid-19 que acontece no país, especialmente na cidade onde vive.
“A situação aqui é preocupante, e o cuidado não é rigoroso. Muitas pessoas não usam máscara, e o negacionismo aqui é muito grande”, destaca o técnico em Tecnologia da Informação.
EUA registraram recordes de internações por Covid-19 nos últimos dias
Getty Images/BBC
Hernandes conta que viu de perto a onda de contágio da doença, e diz que, no curso que frequenta, dos 14 alunos, seis estão em casa com Covid. Ele pontua que, graças à vacina, os sintomas de seus colegas são de leves a medianos. “Estou me prevenindo mais do que nunca”.
O brasileiro ainda afirma que teme novas restrições e lockdowns. No entanto, ele destaca que não enxerga muitas pessoas contribuindo para isso em Nova York. “A maioria só coloca máscara quando vai entrar em algum lugar fechado que obriga o uso do equipamento. A cidade não está colaborando”.
Apesar de muitos não aceitarem a doença, Tarcísio diz que é nítido o impacto do aumento de casos na cidade. Ele conta que os testes gratuitos realizados nas ruas, hoje, demoram três vezes mais para liberar o resultado, comparado com três meses atrás. “Dá para perceber que é um momento de pessoas preocupadas e se testando”, conclui.
VÍDEO: entenda as diferenças entre os teste PCR, antígeno e autoteste de Covid
Pessoas fazem fila em centro de testagem contra a Covid-19 na Times Square, em Nova York
Seth Wenig/AP
VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

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