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Johnson pede desculpas por festa durante lockdown mas diz ter achado que era uma reunião de trabalho


Premiê britânico é acusado de ter participado de reuniões sociais na pandemia, enquanto a população era submetida ao confinamento. Oposição pede sua renúncia. Boris Johnson fala ao Parlamento britânico em 12 de janeiro de 2022
Reuters TV
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse nesta quarta-feira (12) que “gostaria de pedir desculpas” por ter participado de uma festa durante o lockdown no Reino Unido, mas afirmou que acreditava estar em uma reunião de trabalho.
“Milhões de pessoas tiveram que fazer sacrifícios nos últimos 18 meses e entendo a raiva que possam sentir do meu governo”, disse o chefe do governo ao Parlamento. “Eu aceito minha responsabilidade, fui ao jardim naquele dia e acreditei que era uma reunião de trabalho.”
O premiê se refere a um encontro registrado em maio de 2020 em que ele foi flagrado nos jardins de Downing Street em meio a garrafas de bebida e uma pequena aglomeração.
Boris Johson é acusado de participar de festa na sede do governo durante lockdown
Mas esta não é a única festa que teria acontecido na sede do governo durante a pandemia, ao menos mais cinco encontros são listados por reportagens da imprensa local.
Opositores acusam Johnson de mentir e pedem que ele deixe o cargo.
Boris Johson é acusado de participar de festa na sede do governo durante lockdown
‘Partygate’
Conhecido como Partygate – em referência ao caso Watergate que derrubou o presidente americano Richard Nixon em 1974–, o escândalo enfurece os britânicos a tal ponto que apenas 27% defendem a permanência premiê no cargo, de acordo com uma pesquisa feita pela YouGov para a Sky News.
Principal assessor de Johnson, Martin Reynolds mandou em maio de 2020 um e-mail para 100 funcionários de Downing Street, convidando-os a aproveitar o clima bom em uma reunião no jardim da residência oficial do governo.
“Por favor, junte-se a nós a partir das 18h e traga sua própria bebida”, dizia Reynolds em sua mensagem, divulgada pela ITV News.
Na época, as visitas eram proibidas e a maior aglomeração limitava-se a duas pessoas ao ar livre, ainda que a uma distância de dois metros.
Cinco dias antes, o casal participou de outra reunião, com queijos e vinhos, no jardim da residência e na companhia de outros funcionários, conforme mostrou uma foto publicada recentemente pelo jornal “The Guardian”.
Os escândalos fazem o primeiro-ministro perder apoio entre seus correligionários, como conta a colunista do g1, Sandra Cohen.
“Acho que se ele conscientemente participou do que sabia ser uma festa, então não pode sobreviver a isso”, resumiu o deputado conservador Nigel Mills.

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