Litoral

Técnico em enfermagem é agredido por paciente dentro de hospital no litoral de SP: ‘queremos respeito’


Mulher de 24 anos arremessou uma caixa de acrílico no chão e feriu o funcionário no rosto ao jogar um estilhaço contra ele. Caso aconteceu em Santos. Técnico em enfermagem foi agredido por paciente em UPA de Santos, SP
Matheus Tagé/AT
Um técnico em enfermagem de 53 anos foi agredido por uma paciente, de 24, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central de Santos, no litoral de São Paulo. A jovem arremessou uma caixa de acrílico da unidade no chão e feriu o funcionário no rosto ao jogar um estilhaço contra ele. O caso foi registrado como dano e lesão corporal no 2º Distrito Policial da cidade.
A vítima, que prefere não ser identificada, relatou ao g1 nesta quarta-feira (26) que situações desse tipo acontecem quase que diariamente. “Ninguém respeita os técnicos em enfermagem e nem os enfermeiros. Estamos na linha de frente, mas só os médicos são respeitados”, desabafa.
O técnico explica que, de modo geral, a prioridade de atendimento é para idosos e crianças. No entanto, ele diz que nem todas as pessoas entendem e respeitam isso.
A Prefeitura de Santos informou, em nota, que a paciente em questão foi classificada com o grau de risco azul na triagem, o que significa que seu quadro não apresentava risco ou urgência para atendimento. Mesmo assim, ela se exaltou enquanto aguardava para ser atendida.
A Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada e encaminhou a vítima e a agressora ao 2° DP de Santos. Lá, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), ambas as partes prestaram depoimento e foram liberadas após assinatura de um termo circunstanciado. O caso, registrado como dano e lesão corporal, foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim).
Em relação ao episódio, o técnico em enfermagem relatou ao g1 que realizou exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), e que, conforme aconselhado pela médica legista, seguirá com os protocolos necessários para que a agressora responda pelos atos.
“A gente precisa de apoio. Todo dia acontece algum episódio diferente, as pessoas gritam e xingam. Só pedimos um pouco de respeito”, finaliza.
Caso aconteceu na UPA Central de Santos, SP
Divulgação/Prefeitura de Santos
VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

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