Litoral

Jovem tem perna amputada após pegar bactéria em hospital e luta para pagar prótese em SP


Alexandre Rodrigues, de 23 anos, pegou uma bactéria no hospital onde estava internado em Praia Grande (SP), e precisou passar por uma cirurgia para amputar a perna direita. Jovem se adapta e recomeça a vida após ter que amputar a perna por conta de uma bactéria
Arquivo Pessoal
Um jovem de 23 anos sofreu um acidente de moto na Via Expressa Sul, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, e teve diversas fraturas. Nos três meses em que ficou internado no Hospital Irmã Dulce, o controlador de acesso Alexandre Borges foi submetido a mais de 12 cirurgias. Nesse meio tempo, tentando se recuperar, pegou uma bactéria severa, e precisou passar por uma cirurgia para amputar a perna direita. Agora, ele luta para pagar a prótese que usa, e pensa em processar a unidade de saúde.
O acidente aconteceu no dia 29 de maio de 2020. Alexandre estava indo de moto almoçar em casa, quando foi fechado por um carro na via. Sem conseguir desviar, ele bateu contra a traseira do veículo, fraturando o fêmur, a tíbia e a fíbula. “Fui socorrido e encaminhado para o hospital. De imediato, fiz uma ponte de safena, porque o pé já não estava mais recebendo sangue. Depois, ainda coloquei uma haste no fêmur e um fixador externo na tíbia e fíbula”, relata.
De acordo com o jovem, após mais ou menos um mês internado, a perna começou a criar umas manchas pretas escuras. “Essa ferida começou a corroer minha perna, e fomos fazendo exames. Descobrimos que eu tinha pego uma bactéria. Fui tendo que fazer raspagens. Tentaram de todas as formas, só que ela acabou se alojando no meu osso, foi aí que eles indicaram a amputação”, relata.
“Porém, teve negligência, já que os enfermeiros iam fazer curativos sem luva, levavam bandejas de outros pacientes para fazer um novo curativo, sabendo que eu já estava com a bactéria severa. Os antibióticos acabavam tendo atraso, fazendo com que quebrasse o ciclo, que era justamente para matar a bactéria. Isso tudo acabou agravando mais minha situação”, complementa.
Alexandre logo que chegou ao hospital sendo cuidado pelas enfermeiras
Arquivo Pessoal
Inicialmente, Alexandre não aceitou o diagnóstico, e buscou outras opções de tratamento. “Fui encaminhado ao Hospital de Guarujá para colocar uma gaiola, com o objetivo de fazer os ossos crescerem. Foram seis meses de tratamento, mas não deu certo, e por isso tive que amputar a perna direita”.
No começo, foi difícil para ele e a família, já que sua esposa, na época, estava grávida. “Até conseguir assimilar tudo, foi bem complicado. Hoje em dia, vem caminhando tudo bem, estou voltando à minha rotina, fazendo exercícios, voltei a trabalhar, e estou me adaptando à prótese. Estou bem para cuidar da minha filha e esposa, que é o mais importante. Mas, ainda preciso conseguir pagar a minha prótese”, conta Alexandre.
Hoje, os familiares enxergam que a prótese é a melhor chance de recuperação. Por isso, procuram ajuda para pagar o equipamento que Alexandre já usa. Eles ainda não conseguiram o dinheiro todo.
Alexandre também explica que entrou com um processo contra o hospital, que está nas mãos do seu advogado.
Em nota, a direção do Hospital Municipal Irmã Dulce esclareceu ao g1 que o paciente em questão recebeu toda a assistência disponível na unidade na ocasião de seu atendimento, porém, não pode fornecer mais detalhes sobre o caso, tendo em vista que a questão encontra-se judicializada. Assim, todos os esclarecimentos necessários serão oferecidos nas devidas instâncias.
VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

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