Litoral

Jornalista brasileira relata Ucrânia antes da invasão da Rússia: ‘país seguro e super acolhedor’


Gilsimara Caresia viveu a experiência de conhecer a Ucrânia antes da invasão russa ao seu território, e diz que é um país rico em cultura e natureza Conhecendo a Catedral de Santa Sofia de Kiev, um dos monumentos mais conhecidos da cidade de Kiev
Arquivo Pessoal
Uma jornalista brasileira, natural de Santos, no litoral de São Paulo, conheceu alguns dos principais palcos da guerra iniciada na semana passada pela Rússia em território ucraniano. Gilsimara Caresia já era familiarizada com nomes como Kiev, Lviv e Odessa, por exemplo, muito antes de as três cidades ganharem destaque internacional. De acordo com ela, que viveu algumas experiências inusitadas, os ucranianos são um povo extremamente acolhedor, e muito parecido com o brasileiro.
Gilsimara visitou a Ucrânia em 2019, pouco antes da pandemia do coronavírus atingir o planeta. “Peguei a minha mochila, comprei passagem de ônibus e fui passeando pela Ucrânia. Foi uma viagem totalmente independente, e não tive nenhum problema. É um país muito seguro, e com um povo super acolhedor”, relembra.
De acordo com ela, a principal dificuldade vivida na Ucrânia foi com relação ao idioma, completamente diferente do que ela estava acostumada. Assim como na Rússia, ainda são poucas as pessoas que se comunicam em inglês, por falta de conhecimento ou, até mesmo, por opção. “Tive dificuldade com relação às línguas, porque o segundo idioma lá não é o inglês. Eles falam a língua local e bastante gente fala russo. São poucas as pessoas com o inglês fluente”.
Brasileira em Tiraspol, capital da Transnístria, o país que ‘não existe’ e faz fronteira com a Ucrânia
Arquivo Pessoal
Gilsimara conheceu Kiev, a capital ucraniana, que, segundo ela, é uma cidade cheia de edifícios grandiosos adornados com ouro, arquitetura eclética e com a Catedral de Santa Sofia de Kiev, um templo de arquitetura bizantina e barroca construído no século 11. “Eu fiquei apaixonada pelas igrejas. Elas são maravilhosas. Em Kiev, eu recomendo justamente para as pessoas irem nessas igrejas, que estão entre as mais bonitas do mundo. É muito imperdível”.
Lviv, segundo ela, é a cidade menos soviética do país, repleta de museus e até um castelo que encantou a jornalista. “Visitei a Ópera de Lviv, que parece um teatro municipal, e é incrível. Uma cidade muito histórica, com dezenas de museus e centenas de catedrais. É uma cidade que realmente respira cultura”. Além dessas, a jornalista conheceu a região de Chernobyl, e também esteve em Odessa.
Gil conhecendo uma das principais atrações de Kiev, o Monastério de São Miguel das Cúpulas Douradas, construído no século XVIII
Arquivo Pessoal
“Minha experiência foi incrível. Era um país super seguro. Mas, o que eu mais gostei, de maneira geral, além das cidades, foi entender um pouco da sua história, da União Soviética, coisas que eu realmente não conhecia. O que me moveu a ir para a Ucrânia, além das belezas, foi entender toda a história do país, que é relativamente atual e cheio de peculiaridades”.
A jornalista também conta que se surpreendeu com o acolhimento do povo ucraniano. “Eles são muito acolhedores, e bem família. Até porque, teve muitos mortos de guerra, e até hoje eles ainda convivem com essa história. Então, as famílias são muito unidas”.
A santista afirma, ainda, que o que mais chamou atenção foi a quantidade de igrejas no país. “É incrível a fé dos ucranianos, que é expressa por meio das igrejas. É uma viagem que eu indico com toda certeza, para que as pessoas saibam mais sobre o país, ou para entender todo o contexto histórico que a Ucrânia está inserida. Eles têm uma cultura incrível”, finaliza.
Santista ficou encantada com Lviv, uma cidade que respira cultura
Arquivo Pessoal
VÍDEOS: Para entender os conflitos entre Rússia e Ucrânia

Deixe seu comentário sobre esta noticias

Artigos Relacionados

Botão Voltar ao Topo
Translate »