Litoral

Motorista é expulso de aplicativo após se masturbar durante corrida com professora em SP


Motorista teve a conta desativada da plataforma assim que empresa tomou conhecimento do episódio. Caso é investigado pela Polícia Civil. Professora denunciou motorista por se masturbar durante corrida por aplicativo em Santos, SP
Heloise Hamada/g1
Uma professora de 67 anos registrou um boletim de ocorrência por importunação sexual contra um motorista de aplicativo em Santos, no litoral de São Paulo, segundo confirmado pela Polícia Civil ao g1 nesta sexta-feira (4). A vítima relatou à polícia que o homem se masturbou durante a corrida. A empresa Uber informou que ele teve a conta desativada da plataforma após o episódio.
A idosa contou à polícia que solicitou a corrida pelo aplicativo no último domingo (27), e que, no trajeto, do bairro Boqueirão à Avenida Bartolomeu de Gusmão, no Embaré, observou o motorista colocar a mão entre as pernas, começando a ser masturbar.
De acordo com a vítima, em seguida, ela gritou e desceu do carro, assim que o veículo parou em um semáforo. Assustada, ela notificou a empresa responsável pelo aplicativo, e na última quarta-feira (2), também compareceu à delegacia para denunciar o caso.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou que o ocorrido foi registrado como importunação sexual no 7º DP de Santos, e é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) do município. A investigação tramita sob sigilo, por se tratar de crime sexual.
Também por meio de nota, a Uber afirma que repudia qualquer tipo de comportamento abusivo contra mulheres, e que acredita na importância de combater e denunciar casos de assédio e violência. O motorista parceiro teve sua conta desativada da plataforma assim que a empresa tomou conhecimento do episódio. A Uber destaca que se coloca à disposição para colaborar com as autoridades no curso das investigações.
A empresa afirma, também, que defende que as mulheres têm o direito de ir e vir da maneira que quiserem, e têm o direito de fazer isso em um ambiente seguro. Por isso, segue investindo constantemente em conteúdos educativos contra o assédio para motoristas e entregadores parceiros e, recentemente, anunciou, em parceria com o MeToo, um canal de suporte psicológico para apoiar vítimas de violência de gênero na plataforma.
A Uber afirma, ainda, que desde 2018 mantém o compromisso de participar ativamente do enfrentamento da violência contra a mulher, e possui diversos projetos voltados para isso. Destaca, ainda, que segurança é uma prioridade, e inúmeras ferramentas atuam antes, durante e depois das viagens para torná-las mais tranquilas, como, por exemplo, o compartilhamento de localização, gravação de áudio, detecção de linguagem imprópria no chat, botão de ligar para a polícia, entre outros.
O g1 não localizou o motorista ou sua defesa até a última atualização desta reportagem.
VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

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