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‘Estou em choque, mas feliz’, diz médica que fugiu da guerra na Ucrânia ao chegar em solo brasileiro

Pediatra cruzou a fronteira com a Polônia com o cachorro de estimação. Aeronave pousou no Recife às 6h42, com 42 brasileiros, 20 ucranianos, cinco argentinos e um colombiano, além de crianças, cães e gatos. ‘Estou feliz, mas em choque’, diz médica brasileira que fugiu Ucrânia ao chegar no Recife
A médica Amarílis Cabral, de 28 anos, foi uma das 42 pessoas brasileiras que fugiram da guerra na Ucrânia e foram repatriadas nesta quinta-feira (10). No momento do pouso do cargueiro KC-390 Millennium no Recife, os passageiros, incluindo estrangeiros, aplaudiram a chegada. “Descer aqui no Recife, nesse calor, é estar em casa de novo. “Eu estou em choque, mas feliz”, disse (veja vídeo acima).
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Amarílis Cabral trabalhava como pediatra num hospital da Ucrânia. Ela saiu do país invadido pela Rússia pela fronteira com a Polônia, junto com o cachorro. Na aeronave foram trazidos oito cachorros e dois gatos. Também estavam no avião 20 ucranianos, cinco argentinos, um colombiano e 14 crianças.
“A sensação, quando nosso piloto falou ‘bem-vindos a terras brasileiras’ foi algo que fez o coração de todo mundo pular um pouco de felicidade depois de tanta loucura, depois de tanto caos que a gente passou”, disse a médica ao pousar no Recife.
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Além do KC-390, a Força Aérea Brasileira (FAB) também trouxe pessoas num avião Legacy, mais confortável que o cargueiro. Nele, havia uma mulher grávida e duas famílias com crianças de colo. Essa aeronave pousou às 5h10 e o cargueiro, às 9h42. Ambos os aviões deixaram o Recife antes das 10h.
“Eu só tenho a agradecer a toda a equipe do Itamaraty, todos os diplomatas, nossos oficiais que chegaram aqui, eles nos receberam como amigos, em especial o capitão Jacobs. Ele me abraçou e ele falou assim ‘muito bem-vinda’ e ali eu senti que eu estava de novo em casa”, disse a médica brasileira.
Violência
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Na quarta-feira (9), após cruzar a fronteira da Ucrânia com a Polônia, Amarílis falou sobre a angústia e a violência da guerra causada pela invasão da Rússia. Ela afirmou que o país invasor não está fazendo “nenhum tipo de missão de paz”, ao contrário do que diz o presidente russo Vladimir Putin (veja vídeo acima).
“Eles estão matando, eles estão estuprando, estão cometendo crimes de guerra hediondos, estão destruindo uma cultura que é muito grande. São 14 dias sem as pessoas dormirem, são 14 dias dentro de bunker. Não tem como você explicar para uma criança de 3 anos que tocou aquela música horrível e agora ela tem que morar no escuro, e é o dia inteiro”, em entrevista à repórter Bianca Rothier, na GloboNews.
A médica também afirmou que sente um pesar enorme e raiva do que está acontecendo na Ucrânia.
“A gente tem famílias em que eles matam os homens e eles estupram filhos na frente das mães e mães em frente aos filhos. E eles vão deixando as crianças pequenas para o final, e isso tem que acabar. Eu volto para casa com o coração quebrado e metade lá. O que eu sinto é um pesar enorme e uma raiva enorme do que está acontecendo. Eles não mereciam”, declarou.
Chegada
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Na Base Aérea do Recife, na Zona Sul da capital, os passageiros tomaram café da manhã e seguiram para Brasília, onde deve haver uma recepção com a presença do presidente Jair Bolsonaro (PL) e de ministros de estado.
Além do cargueiro KC-390 Millennium, também deixou o Recife, nesta quinta, o avião Legacy, que trouxe uma mulher grávida e duas famílias com crianças de colo (veja vídeo acima). As duas aeronaves são da FAB e saíram de Varsóvia, capital da Polônia.
A Operação Repatriação é realizada de forma integrada pelo Ministério da Defesa, Ministério das Relações Exteriores e Ministério da Saúde.
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