Litoral

Diretora de Educação chama de ‘mimimi’ denúncia sobre mesas e cadeiras destruídas em escola de SP


Vereadores foram até a escola que é alvo de reclamações de pais e responsáveis e foram barrados por diretora municipal de ensino. Um requerimento denunciando o caso foi pauta na Câmara Municipal, após um vereador ir até a EMEF Hortência Quintino de Faria Botelho avaliar a situação e ser barrado.
Reprodução/ Google Maps
Uma escola municipal de Mongaguá, no litoral de São Paulo, tem sido alvo de reclamações de pais e alunos devido às más condições das carteiras das salas de aula. Nesta semana, um requerimento denunciando o caso foi pauta na Câmara Municipal após um vereador ir até a EMEF Hortência Quintino de Faria Botelho avaliar a situação e ser barrado. A Diretora de Educação do município chamou as denúncias de ‘mimimi’.
Após receber denúncias sobre a situação da escola, localizada em Mongaguá, o vereador Aparecido Santana Da Silva, o Pelé Da Cocheira Morcegão, visitou a unidade e relatou que as “carteiras estão deterioradas, quebradas e em condições ruins para o uso durante as aulas”, conforme requerimento enviado à Câmara dos Vereadores.
Denúncia apontando carteiras escolares deterioradas em unidade de ensino de Mongaguá é enviada à Câmara Municipal.
Arquivo Pessoal/ Aparecido da Silva
Ao g1, o legislador afirmou que é conhecido como um vereador do bairro em que fica localizada esta escola. “Os pais fizeram as denúncias, comentaram e reclamaram então eu fui até lá para verificar e me impediram de entrar. Tive que tirar fotos pela janela para fazer a denúncia na Câmara”.
Durante a tentativa de investigação na última quarta-feira (9), os vereadores Aparecido da Silva e Anderson Clark foram até a unidade escolar por volta de 18h, mas foram barrados na porta por uma funcionária. Ela pediu para aguardarem e solicitou autorização da diretora de Educação Municipal Priscila Eleutério Gomes, que negou a entrada dos vereadores. “A próxima vez que isso acontecer eu vou chamar a Polícia, eu tenho que cumprir o meu trabalho, pois sou funcionário como ela”, disse o vereador.
O legislador afirma que esta foi a segunda vez em que foi impedido de entrar em uma unidade escolar pela Diretoria de Educação Municipal. A justificativa até o momento é de que a autorização de entrada para verificação do local é realizada através de um ofício reivindicando a inspeção, porém, o vereador afirma que não solicitou o documento. “Se eu vou fazer uma investigação, não posso informar para o investigado”.
Denúncia apontando carteiras escolares deterioradas em unidade de ensino de Mongaguá é enviada à Câmara Municipal.
Arquivo pessoal/ Aparecido da Silva
O vereador ainda publicou em suas redes sociais as imagens que registrou de uma sala de aula, que mostram as carteiras com a madeira corroída e descascada. Nos comentários, moradores da cidade ainda chegaram a reclamar da mesma situação em outra unidade escolar, a EMEF Sirana Koukdjian.
“Recebi ainda mais reclamações de pais e responsáveis dizendo que as crianças tem que passar cinco horas por dia nessas condições. Os bracinhos das crianças ficam cheios de farpas. Falaram até que as meninas dessa escola não podem utilizar o banheiro, porque ele não é limpo de forma adequada”, conta.
Na última segunda-feira (14), o vereador Aparecido Silva apresentou em sessão da Câmara Municipal um requerimento exigindo um posicionamento sobre o estado de conservação e condição das mesas e cadeiras e se há previsão de troca. “Estou ajudando eles a fazer uma boa administração. Só vi uma sala pequena, a denúncia dos pais é que todas as outras estão iguais”.
Na última segunda-feira (14), o vereador Aparecido Silva apresentou em sessão da Câmara Municipal, um requerimento exigindo um posicionamento.
Reprodução/ Redes Sociais
Após a sessão, a diretora de Educação Municipal, Priscila Eleutério Gomes, realizou uma live em sua rede social rebatendo a denúncia dos vereadores. “Nós retornamos às aulas, tudo bem que as carteiras não estão nas melhores condições, mas eu estou deixando de atender ao meu aluno? Se está machucando o braço, que nem o drama que ele fez lá, por que não pede pra diretora trocar a carteira?”.
Priscila ainda diz que não houve ajuda do governo federal para as escolas e que, com a pandemia, os esforços municipais foram direcionados à saúde. “Se eu vejo uma situação dessas, eu iria trocar a carteira. Existem pessoas nas escolas que são pagas para resolver esse tipo de problema”.
Após a sessão, a diretora de Educação Municipal Priscila Eleutério Gomes realizou uma live em sua rede social rebatendo a denúncia dos vereadores.
Reprodução/ Redes Sociais
A diretora de educação ainda afirma que não há qualquer registro de pai, mãe ou gestor escolar sobre a condição das carteiras, e que tudo isso se trata de “mimimi”.
O vereador Aparecido Silva afirma que a diretora foi irônica e debochada quanto ao problema das escolas municipais. “Eu mesmo vi a live na hora e postei esse trecho no Facebook, ela debochou do meu trabalho. Os funcionários não são os culpados, mas ela sim”.
A Prefeitura
O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Mongaguá mas, até a publicação desta reportagem, não houve retorno. Assim que houve um posicionamento essa reportagem será atualizada.
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