Litoral

Peixes siameses com formato de coração surgem em SP e chamam atenção de moradores e especialistas; FOTOS


Claudinei Antônio encontrou peixes enquanto fazia a limpeza da Praia do Itararé, em São Vicente (SP). Peixes siameses foram encontrados em praia do litoral de SP
Claudinei Antônio
O ajudante geral Claudinei Antônio, de 46 anos, encontrou dois peixes siameses na faixa de areia de uma praia de São Vicente, no litoral de São Paulo, enquanto trabalhava. De acordo com um biólogo marinho ouvido pelo g1, é raro ocorrer essa condição em peixes, mas há animais que conseguem sobreviver.
Claudinei conta que trabalha na limpeza das praias há cerca de 25 anos, e que já havia encontrado peixes bem diferentes à beira-mar, mas nunca viu peixes siameses antes. “Esse peixe me chamou a atenção, porque é bem diferente, por ter duas cabeças. Aí, fiz várias fotos”, diz.
De acordo com ele, os peixes foram localizados por volta das 7h de quarta-feira (16), na Praia do Itararé. Ao g1, o biólogo marinho Eric Comin explicou que os espécimes já nasceram grudados. “É igual com o ser humano, irmãos gêmeos podem nascer siameses, e isso também pode acontecer com os peixes. Já teve um registro disso no Aquário do Espírito Santo. É bem raro, mas eles sobrevivem”, explica.
Peixes siameses foram encontrados em praia de São Vicente, SP
Claudinei Antônio
De acordo com o biólogo, isso acontece porque os embriões se fundem. “Aí, você imagina que, a cada cinco pares, um par apenas sobrevive. Então, é muito raro até sobreviver, mas eles conseguem se alimentar, nadar, apesar de viverem bem menos [que o peixe comum]”.
Ainda de acordo com Comin, no caso desses peixes, não é possível definir qual era a dieta específica deles, se a alimentação seria de peixes menores, plânctons ou algas. “É igual no ser humano, não tem a duplicidade de órgãos. Então, você vai ter um órgão para os dois, eles vão viver grudados, não há tecnologia hoje para separá-los”, finaliza.
Peixes foram vistos em praia de São Vicente, SP
Claudinei Antônio
Peixes siameses sobrevivem menos que os peixes comuns, explica biólogo marinho
Claudinei Antônio
VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

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