Litoral

Jovem sonha voltar a jogar futebol após levar choque de 14 mil volts em SP


Jovem levou choque enquanto limpava uma laje obstruída, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, e teve duas vértebras lesionadas. Erlanio está há quase dois anos paraplégico, e busca por uma cirurgia que o ajude a recuperar os movimentos
Arquivo Pessoal
Desde 2019, o jovem Erlanio Fernandes afirma que se sente incapaz por ficar paraplégico da noite para o dia. Hoje com 27 anos, ele sofreu uma descarga elétrica de cerca de 14 mil volts enquanto trabalhava na limpeza da laje de um prédio em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Atualmente, ele luta para conseguir uma cirurgia de correção do quadril, para que consiga recuperar os movimentos das pernas, e então realizar o sonho de jogar futebol pela primeira vez com o filho de dois anos.
Fernandes sofreu o acidente em dezembro de 2019. A limpeza da laje era realizada por ele e o irmão, que também sofreu a descarga no momento em que ele encostou, sem querer, uma barra de ferro em um gerador. O irmão teve traumatismo craniano e hemorragia, mas não ficou com qualquer sequela. Já Erlanio teve uma lesão nas vértebras C5 e C6, que acarretou em pressão da medula.
Erlanio ficou paraplégico após levar um choque de 14 mil volts
Arquivo Pessoal
“Eu acordei no hospital e já não consegui me mexer. Fiquei tetraplégico”, explica. Em seguida, ele foi submetido a uma cirurgia nas vértebras, conseguindo recuperar o controle do tronco e descomprimir a medula. Contudo, mesmo tendo recuperado os movimentos da parte superior do corpo, ele ficou com as mãos atrofiadas.
Nova cirurgia
Em acompanhamento realizado no Instituto de Medicina Física e Reabilitação Lucy Montoro, ele soube que necessita de uma nova cirurgia, pois está com uma luxação no quadril. Isso ocorre devido ao desgaste da cartilagem, que faz com que um osso entre em atrito contra o outro.
O novo procedimento poderá ajudá-lo a recuperar o movimento das pernas e amenizar as dores fortes que sente diariamente, que o impossibilitam de ficar muito tempo sentado. Os dados dele foram inseridos na Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (Cross), para que consiga uma vaga em um hospital referência do estado.
“Estou na fila de espera, e só Deus sabe quando vão me chamar. Me falaram [médicos] que, se eu não conseguir a cirurgia com urgência, posso correr o risco de ficar assim para o resto da vida, na cama, dependendo de terceiros. Quem me conheceu antes viu que eu era muito esforçado, trabalhador, independente. Hoje, eu me encontro dependente. Talvez incapaz seja a palavra certa. É muito dolorido”, afirma.
Jovem tenta conseguir dinheiro para fazer a cirurgia o quanto antes
Reprodução/Redes Sociais
Sonho
Com a demora para conseguir a vaga, ele e a esposa decidiram criar uma campanha online de arrecadação, com o objetivo de conseguir R$ 30 mil para fazer a cirurgia na rede particular. Ele fez a divulgação nas redes sociais, e o post tem sido compartilhado por centenas de pessoas. “Qualquer valor ajuda. Pode ser R$ 1 ou R$ 2”, afirma Fernandes.
O jovem reitera que voltar a andar vai muito além de conseguir a independência que tinha antes. É uma esperança de conseguir brincar com o filho na rua, jogar futebol, ou até mesmo caminhar ao lado do pequeno Heitor. “O que me quebra é meu pequenininho me chamar e eu não poder acompanhá-lo, ou fazer algo para ele. O que eu mais quero é poder brincar com ele, ser um pai. Não sei como descrever isso. Meu caso é muito sério, e eu não quero correr o risco de ficar assim para o resto da minha vida. Meu sonho é poder jogar bola com ele”, finaliza.
VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

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