Litoral

Jovem de SP viaja até o Peru para conhecer namorada que encontrou pelo Tinder: ‘Foi mágico’


Victor Stefano Ruiz di Pietro, de 26 anos, morador de Itanhaém (SP), conheceu Romina del Pílar Chuchon Camacho, de 24, em março do ano passado. Jovem de Itanhaém, SP, viajou 3,5 mil km para encontrar namorada que conheceu no Tinder
Arquivo Pessoal
Um jovem de 26 anos morador de Itanhaém, no litoral de São Paulo, juntou dinheiro e viajou cerca de 3,5 mil quilômetros de avião até Lima, no Peru, para conhecer a namorada que conheceu no Tinder, no ano passado, durante a pandemia.
Ao g1, neste domingo (20), o estudante de gestão de turismo Victor Stefano Ruiz Di Pietro disse que conheceu a namorada por meio da opção ‘viagem’, disponível no aplicativo de relacionamentos, que permitia conversar com pessoas mais distantes da localização do usuário.
O jovem conta que conheceu a estudante de marketing Romina Camacho, de 24 anos, em março do ano passado. “Por causa da pandemia, o Tinder permitiu contatos em outros países, para interagir com outras pessoas, não necessariamente em relacionamentos amorosos, e aí, a gente começou a conversar”.
Segundo o estudante, a garota sumiu por algum tempo, por causa de uma viagem. Mas, por ter achado a conversa interessante, voltou a conversar com ele em maio. “A partir disso, a gente não parou mais”.
Victor confessa que não tinha colocado o Peru na opção do aplicativo, e sim, a Colômbia. Entretanto, pelo fato de ela ter escolhido o Brasil, o aplicativo acabou sugerindo um ao outro, e eles deram ‘match’. “Desde o primeiro dia, a gente começou a falar sobre tudo, foi muito fácil conversar, parecia uma pessoa que morava perto, mas, ao mesmo tempo, pela distância, tínhamos bastante coisa para conversar”.
Victor conta que foi bem acolhido e recebido pela família de Romina, no Peru
Arquivo Pessoal
O casal passou a conversar diariamente e avançou das mensagens escritas para ligações e videochamadas. “Em julho, a gente decidiu que teria um relacionamento, mas que deixaria para oficializar só quando a gente se conhecesse”.
Sem nunca ter viajado de avião ou saído do Estado de São Paulo, o estudante começou a fazer algumas ações para arrecadar dinheiro, para visitar a namorada no Peru. “Sou muito ansioso, enchi o saco dela, e em setembro a gente começou a namorar à distância”.
O jovem fez panquecas, com a ajuda da mãe, para arrecadar dinheiro para a viagem. Além disso, fez rifas, uma vaquinha online e arrumou um segundo emprego, no período noturno, para conseguir a quantia suficiente para arcar com os gastos da viagem. “Tive a sorte de uma ex-chefe minha ser amiga de um dono de agência de viagens, e ele conseguiu uma passagem muito mais em conta”, revela.
Encontro
Para conhecer a namorada, Victor gastou cerca de R$ 2,2 mil com a passagem e a viagem. Ao todo, os gastos ficaram em cerca de R$ 3,5 mil. Ele foi para o Peru em 17 de fevereiro deste ano, e ficou até o dia 26, para passar o aniversário dele com a garota. “A gente ficou preocupado com a pandemia, mas, na hora, a gente estava mais pensando em não perder o momento”.
O estudante lembra que, quando iniciou a conversa com Romina, eles combinaram de conversar em inglês. “Ela não entende nada de português, mas eu consigo entender espanhol, então, quando eu fui para lá, foi mais fácil para que eu entendesse e conversasse com a família dela”, revela.
“Quando cheguei lá, ela estava atrasada, então, fiquei meio bravo no aeroporto. Mas, quando eu a vi, essa parte de ficar bravo passou. Consegui reconhecê-la de longe, e a gente nunca tinha se visto pessoalmente. Foi muito legal, e desde o começo a gente teve uma conexão, de se sentir muito à vontade um com o outro. Foi mágico”, diz.
Estudante arrecadou dinheiro com vaquinha e segundo trabalho para encontrar a namorada que conheceu pelo Tinder
Arquivo Pessoal
Com um fuso horário de duas horas de diferença, Victor explica que a duração da viagem foi de cinco horas, e que ficou hospedado na casa da namorada, pois os pais dela se solidarizaram com as ações que ele fez para ir até o Peru. “Os pais dela me trataram muito bem. Realmente, me senti em casa. Tanto a mãe dela quanto o pai são pessoas divertidas, é o primeiro relacionamento que ela tem. Foi uma recepção muito calorosa, não parecia que eu estava conhecendo, e sim, que eram pessoas que já convivi, e que estava me reencontrando”, revela.
“Não foi muito tempo. A despedida foi terrível, a gente passou o dia inteiro muito triste. O avião estava lotado, e a aeromoça perguntou se alguém queria trocar a passagem, para ficar mais uma semana, por causa de duplicidade de passagens. Me ofereci para ficar, mas, no fim, a empresa conseguiu resolver, e tive que voltar mesmo”, conta.
Futuro
O estudante conta que o plano do casal é de que Romina viaje ao Brasil entre julho e agosto, para passar o aniversário dela com Victor. “E, se tudo der certo, no fim do ano, eu voltar para lá, para passar as festas com ela”.
Segundo o jovem, o casal, que está junto há seis meses oficialmente, já conversa há quase um ano, e tem dias que passa mais de dez horas conversando. “O relacionamento em si está mais tranquilo, temos brigado menos, conversado mais, e sendo mais compreensíveis um com o outro”.
“Acho que é uma questão de conexão, é uma construção constante de relacionamento. Conversando, desde o primeiro dia, eu e ela já sabíamos que queríamos conversar mais um com o outro, mas a gente esperou, porque mora muito longe. Nessa questão de relacionamento à distância, tem essa diferença, de ter tudo planejado, porque a gente vai se ver a cada seis meses, ou a cada um ano. Não pode ficar perdendo tempo com ciúmes ou besteira”, conclui.
Casal se conheceu pelo Tinder durante a pandemia e começou a namorar em setembro do ano passado
Arquivo Pessoal
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