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Opositor russo Navalny é condenado a mais 13 anos de prisão


Navalny é o principal opositor do presidente russo, Vladimir Putin; em 2020 o ativista sofreu uma tentativa de assassinato por envenenamento. O líder da oposição russa Alexei Navalny participa de uma audiência em Pokrov
Denis Kaminev/Reuters
Um tribunal russo considerou, nesta terça-feira (22), o opositor do Kremlin Alexei Navalny culpado de fraude em larga escala e desacato, e o condenaram a mais 13 anos de prisão. Os promotores pretendem transferi-lo para uma colônia penal de segurança máxima.
Navalny já cumpre sentença de dois anos e meio em um campo de prisioneiros a leste de Moscou, por violações de condicional.
O novo processo começou no dia 15 de fevereiro, quando Navalny compareceu com o uniforme da prisão e a cabeça raspada e esteve cercado por guardas.
Navalny é o principal opositor do presidente russo, Vladimir Putin. Ele liderou um movimento que sofreu forte repressão do governo russo, que ordenou sua proibição e persegue seus líderes.
Em 2020, ele sobreviveu a uma tentativa de envenenamento e passou vários meses em recuperação na Alemanha.
Quem é Alexei Navalny?
Navalny abraça esposa Yujia durante julgamento na Rússia
Denis Kaminev
Processo na prisão
Navalny, 45 anos, foi condenado a dois anos e meio de prisão em fevereiro de 2021 em outro processo por acusações de fraude, um julgamento que o ativista chamou de político e manipulado.
Ele está preso na colônia penal de Pokrov, 100 km ao leste de Moscou. O processo iniciado em fevereiro foi realizado na penitenciária, o que foi criticado pelos simpatizantes de Navalny como uma forma de limitar a divulgação do julgamento.
No novo processo, os promotores acusaram Navalny de ter desviado mais de US$ 4,7 milhões de doações para as organizações que lidera, um crime que pode resultar em pena de até 10 anos de prisão.
Julgamento de Navalny transmitido em Peskov, na Rússia
Denis Kaminev/Reuters
Navalny responsabiliza o presidente russo Vladimir Putin pelo envenenamento, que ainda não foi investigado em seu país, já que as autoridades afirmam que não há provas e que a Alemanha não compartilhou as análises médicas.
Navalny foi incluído em uma lista oficial de “terroristas e extremistas”, como parte da campanha de repressão contra vozes dissidentes que também afetou seus principais colaboradores, que partiram para o exílio.
O Fundo de Luta contra a Corrupção (FBK), uma das principais organizações vinculadas ao opositor, também foi incluída na lista. A decisão provocou o fechamento da entidade e o início de vários processos contra ativistas.

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