Litoral

Mulher é presa por chamar jovem de ‘negra fedida’ dentro de unidade de saúde em SP


Caso foi registrado pela Polícia Civil em Praia Grande (SP) e segue sob investigação. Além do relato da vítima, um funcionário da unidade relatou ter presenciado os ataques racistas. Caso foi registrado no CPJ de Praia Grande, SP
Polícia Civil/Divulgação
Uma mulher de 38 anos foi presa em flagrante por injúria e desacato em um posto de saúde em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Segundo confirmado ao g1 nesta quinta-feira (7) pela Guarda Civil Municipal (GCM), a suspeita ofendeu uma jovem de 27 anos com xingamentos de cunho racista. A vítima relatou aos guardas que, dentre as ofensas, foi chamada de “negra fedida”.
O caso ocorreu na Unidade de Saúde da Família (Usafa) localizada na Rua João Caetano, no bairro Jardim Melvi. De acordo com a GCM, uma equipe foi acionada e deslocou-se ao local para prestar apoio aos funcionários. Na solicitação, os agentes foram informados de que uma mulher estava alterada e teria desacatado um funcionário e ofendido uma paciente.
Quando a equipe chegou ao local, a situação já estava tranquila, então, os agentes fizeram contato com o funcionário que relatou ter sido desacatado pela suspeita. Além de relatar que foi ofendido, ele também contou aos guardas que presenciou uma agressão física e atos de racismo.
Em seguida, uma jovem se apresentou às autoridades e alegou ter sido a vítima agredida e ofendida, e que havia sofrido racismo. Ela relatou que foi chamada de “negra”, “negra fedida”, “preta fedida”, “magrela”, dentre outras ofensas, apontando a mulher que a teria insultado.
Ainda de acordo com a GCM, após ouvirem os relatos dos envolvidos, os guardas verificaram que as partes não tinham registro criminal. Em seguida, solicitaram apoio de uma viatura, e conduziram todos ao 3º DP de Praia Grande, onde foram transferidos para a Central de Polícia Judiciária (CPJ).
Conforme a GCM, na CPJ da cidade, o delegado de plantão registrou a ocorrência sob a natureza de injúria/desacato, com base nos artigos 140 e 331 do Código Penal. A suspeita permaneceu presa.
O g1 não localizou a defesa da suspeita até a última atualização desta reportagem.
VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

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