Litoral

Crise blástica que levou tripulante brasileira à morte no Alasca ‘tem evolução rápida’, diz especialista


Diana Wierdak, de 33 anos, morreu em um cruzeiro nos Estados Unidos. Diana Wierdak nasceu em São Vicente, no litoral de São Paulo, e faleceu no Alasca, nos Estados Unidos
Arquivo Pessoal
Uma das causas da morte da brasileira Diana Wierdak, de 33 anos, que trabalhava em um cruzeiro no Alasca, nos Estados Unidos, é conhecida como “crise blástica”, que pode estar relacionada à leucemia e é capaz de levar à óbito uma pessoa em menos de uma semana – seria a fase aguda da doença, cujos sintomas são apontados abaixo.
“Trata-se de uma produção exagerada de células jovens no sangue. Elas são imaturas e não têm função, ou seja, não atuam na defesa, oxigenação e controle de sangramentos, por exemplo. Nesses casos, elas substituem as que tinham uma função importante”, explica o médico e cirurgião oncológico Fernando Yaeda.
O problema, inclusive, pode estar relacionado à leucemia mieloide crônica – um tipo de câncer no sangue. A citada doença, segundo o profissional, gera sintomas de febre, cansaço, sensação de mal-estar e alterações dos leucócitos no exame de sangue.
Yaeda acrescenta que a crise blástica é gerada quando a leucemia se encontra em estado agudo. “Pode levar o paciente à óbito em pouco tempo. A evolução é bem rápida”.
Mesmo assim, o médico ressalta que só será possível dizer se Diana tinha câncer após a necropsia – o relatório obtido pelo g1 aponta o problema como um dos fatores da morte, no dia 26 de abril.
Ainda de acordo com o documento, há indicação de que a jovem tenha tido uma “sépse”, que é uma “infecção generalizada por falta de defesas no organismo, que, inclusive, pode estar relacionada com a crise blástica”, complementa Yaeda.
Sobre o caso
Diana morreu na terça-feira (26), após sofrer uma hemorragia no navio de passageiros onde trabalhava como assistente de garçons. Ela estava a bordo da embarcação Norwegian, que navegava pelo estado americano do Alasca, desde 8 de abril. O corpo já passou por autópsia e aguarda liberação.
A irmã de Diana, Jennifer Wierdak, contou ao g1 que a jovem deve ser sepultada no Cemitério Municipal de São Vicente, onde também foi enterrado o pai, Tarso Wierdak. O líder da banda Carnal Desire morreu no dia 6 de setembro de 2019, vítima de uma parada cardiorrespiratória causada por uma complicação da diabetes.
Morre Diana Wierdak aos 33 anos
Reprodução
VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

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