Litoral

Grávida de 9 meses relata desespero durante assalto a farmácia em Embaré, Santos: ‘só pensava na minha filha’


Caso ocorreu em um estabelecimento no bairro Embaré, em Santos, no litoral de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (4). Grávida de 9 meses relatou desespero durante assalto em farmácia, no bairro Embaré, em Santos, SP
Arquivo Pessoal
Uma grávida de 38 semanas [9 meses], que preferiu não se identificar, viveu momentos de tensão durante um assalto a uma farmácia na manhã de segunda-feira (4), na Rua Conselheiro Lafaiete, no bairro Embaré, em Santos, no litoral de São Paulo. Ao g1, ela disse que foi ao estabelecimento comprar coisas do enxoval para levar ao hospital porque a filha pode nascer a qualquer momento.
“Vi que um rapaz, provavelmente o gerente [da farmácia], ele foi ao caixa e ouvi ele falando para o criminoso esperar, que ele já ia abrir. Não estava entendendo nada. Nunca, na minha cabeça, [aquilo] seria um assalto. Eram 9h, nunca tinha passado por isso, fiquei sem entender”, explicou ela.
Segundo a mulher, alguém se aproximou dela e disse se tratar de um assalto. “Fiquei desesperada, só pensava na minha filha. Não sabia se ia embora, [mas] a entrada da farmácia é perto do caixa. Aí pensei: será que saio, será que eu fico? Quando olhei para o caixa, dei de cara com o ladrão. Fiquei com mais medo ainda”.
De acordo com a grávida, os criminosos estavam sem máscara, o que possibilitava ver o rosto deles. “A moça que estava no balcão falou ‘vai para o banheiro, você está grávida’. Daí eu fui com uma outra moça e a filha dela. A gente se trancou no banheiro. Fiquei muito nervosa porque estava crente que eles viriam atrás da gente. Comecei a chorar”.
Segundo a gestante, ela saiu de casa sem o celular e que ficou com medo deles tentarem arrancar a aliança dela. “Tentei tirar não pelo valor, mas pelo fato de tentarem arrancar de mim, não conseguirem e me empurrarem. Fiquei no banheiro desesperada, aí bateram na porta, gelei pensando que eram eles, mas era alguém da farmácia avisando que eles já tinham ido”.
Após o assalto, ela disse que caiu no choro e os funcionários da farmácia tentaram acalmá-la. “Agora estou mais calma, conseguindo falar. Antes eu só chorava. Já é uma situação ruim, pelo fato de eu estar grávida, fiquei mais vulnerável. Fiquei pensando que eles podiam me empurrar, me dar um tiro, só pensando nessas coisas, mas graças a Deus está tudo bem”.
Em nota, a Droga Raia reforçou que a ocorrência foi registrada e a empresa seguirá colaborando com as investigações das autoridades. Nenhum funcionário ficou ferido.
O g1 entrou em contato com a secretaria de Segurança Pública (SSP) e Polícia Militar, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
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