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‘Crime do pastel’ em Praia Grande (SP) ‘era para ser um susto’, diz advogado de comerciante que atirou em cliente


Dono de adega em Praia Grande (SP) disparou após briga por pastel. Ele teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Vítima está na UTI em estado grave. Dono da adega deu tiro em cliente após briga por pastel (imagem ilustrativa)
Acervo A Tribuna
O tiro que atingiu a perna de um homem, de 30 anos, após a briga por conta de um pastel, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, teria sido o auge de uma desavença antiga entre o cliente e o dono de uma adega que, segundo o advogado do comerciante, teria disparado para “dar um susto” na vítima.
O Hospital Irmã Dulce informou, em nota, que o paciente passou por cirurgia neste fim de semana e, agora, está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em “estado muito grave”.
Segundo apurado pelo g1 nesta segunda-feira (25), O dono do comércio passou por audiência de custódia no domingo (24) e teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva.
Em entrevista o g1, o advogado do atirador, Alexandre Savedra, afirmou que o dono da adega e a vítima já haviam discutido várias vezes. Os conflitos, de acordo com ele, teriam a ver com a conduta do rapaz nos vários estabelecimentos administrados pelo homem.
“Houve alguns problemas entre ambos anteriormente, com várias discussões entre eles. Recentemente, a vítima teria discutido com o gerente do minimercado e com o pizzaiolo do restaurante, ambos também de propriedade do meu cliente”, explicou.
“Ele atirou na parede, a bala ricocheteou e atingiu a perna do rapaz”, disse Savedra.
Ainda de acordo com o advogado, nem mesmo o pastel, pivô da discussão, havia sido preparado na adega. “Ele levou par consumir lá. Estava junto com outros indivíduos”.
Medo de linchamento
Alexandre Savedra sustentou que o comerciante, em momento algum, teve a intenção de fugir da cena do crime. “No calor da discussão, ele apontou para a parede e para baixo. Disse a mim que o rapaz passou por ele depois do disparo, que viu um rastro de sangue no chão e ficou abalado, com medo de que as pessoas tomassem a arma dele e o linchassem”, explicou o advogado.
O advogado contou que, após o disparo, o comerciante seguiu para Mongaguá, onde ficou por algumas horas em uma casa. Ao retornar à Praia Grande, o veículo foi identificado pelo sistema municipal de monitoramento. A polícia foi acionada e encontrou comerciante no apartamento dele, onde foi preso.
De acordo com Savedra, a intenção do homem era de se apresentar na delegacia. “Os policiais perguntaram ao porteiro sobre meu cliente, e ele informou aos agentes que havia acabado de chegar. Ele não tentou fugir pela escada, nada disso. Aguardou os policiais no apartamento e foi conduzido sem nenhum problema”.
Arma
Alexandre Savedra confirmou que a arma usada no crime foi jogada na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega. O objeto seria de posse do acusado há pelo menos 15 anos.
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