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Mulher suspeita de abandonar sacola com bebê em canal no bairro Princesa, em Praia Grande diz à Polícia Civil que teve aborto espontâneo


Bebê foi encontrado em um canal, no bairro Princesa, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, e ainda estava com o cordão umbilical. O Samu constatou o óbito no local. Corpo de recém-nascido ainda com cordão umbilical foi encontrado em saco plástico
g1 Santos
Uma mulher é investigada pela Polícia Civil por ter abandonado um bebê, dentro de uma sacola plástica, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O recém-nascido foi encontrado morto, ainda com o cordão umbilical, em um canal no bairro Princesa. A Polícia Civil identificou uma suspeita, que revelou ter sofrido um aborto espontâneo, mas negou ter deixado o bebê no local.
O delegado do 3º DP de Praia Grande Rodrigo Martins Iotti, que está à frente do caso, disse ao g1 que as investigações prosseguem. “Nós ouvimos uma suspeita, foram realizados alguns exames para periciar isso para confronto com os que foram localizados lá junto com o feto. É um quebra-cabeça, cada dia a gente recebe um elemento adicional para esclarecer o que ocorreu”.
Segundo o delegado, a Polícia Civil chegou até a suspeita após investigações. “Ela, inclusive, esteve grávida recentemente e não está mais. Em seu depoimento, ela informou que teve um aborto espontâneo, mas que não tem nenhuma relação com aquele feto deixado no local”.
Agora, a polícia aguarda os resultados dos exames realizados, inclusive, o de DNA. “Seguimos as investigações para que possamos vincular o feto à ela, ou descartar a participação dessa, tudo é possível”.
O delegado afirmou, ainda, que o Instituto Médico Legal (IML) estipulou que trata-se de um feto de aproximadamente 7 meses, mas que isso não descarta a hipótese de ser um recém-nascido prematuro. Segundo ele, só com os laudos que será possível afirmar essas informações.
“Tudo vai depender dos resultados dos laudos, que pode indicar que foi um aborto espontâneo, que essa mulher após o aborto deixou o feto ali naquela localidade, então não estaríamos falando de nenhum crime”, explicou.
No entanto, o delegado ressaltou que o laudo também pode indicar que houve um aborto provocado, que resulta em crime de aborto, ou que o bebê nasceu e teria sido morto em seguida pela própria mãe, o que seria um crime de infanticídio. “Tudo isso vai depender dos resultados dos laudos, podendo ou não caracterizar crime”.
Iotti descartou o envolvimento de uma mulher, que filmada por câmeras de monitoramento da região supostamente arremessando uma sacola no córrego e fugindo de bicicleta pela Rua Primavera.
“Após análises realizadas pela Polícia Civil foi descartada a participação daquela mulher que, na verdade, estava com algumas sacolas de mercado. Não havia nenhuma sacola com esse conteúdo e ela apenas parou no local para ajeitar as sacolas, não havia nenhum envolvimento dessa mulher com o crime. Então, os vídeos de monitoramento, até agora, não nos trouxe nenhuma luz sobre o caso”, disse.
Polícias civil e militar foram até o local onde o corpo do bebê foi encontrado
g1 Santos
Entenda o caso
Um bebê ainda com o cordão umbilical foi encontrado morto dentro de uma sacola plástica em Praia Grande, no litoral de São Paulo, na última segunda-feira (25). O corpo foi visto dentro de um canal e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou o óbito no local.
Conforme apurado pelo g1, a sacola com o corpo foi vista na altura do cruzamento da Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas com a Rua Flórida, no bairro Princesa, por volta das 15h50. Um homem que trabalha próximo ao local se aproximou do canal para buscar peixes e se deparou com a situação. Em seguida, a polícia foi acionada e se dirigiu ao local.
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