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Estado de SP tem 1,6 milhão de antenas parabólicas que terão funcionamento afetado com a chegada do 5G; entenda


Equipamentos operam em frequência semelhante à usada pela internet de quinta geração e sofrerão interferência para receber sinal da TV aberta. Veja como fazer a troca. Expansão da tecnologia 5G exigirá troca de antena para quem vê TV aberta pela parabólica
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) contabiliza 1,6 milhão de antenas parabólicas em todos os 645 municípios do do estado de São Paulo. Com a chegada da internet móvel de quinta geração no país, no entanto, esses equipamentos devem ter o funcionamento afetado, já que podem começar a sofrer interferência para receber o sinal da TV aberta.
As antenas parabólicas operam na banda C, ou seja, em 3,5 GHz. A frequência é muito semelhante à usada pelo 5G. Por isso, o sinal das antenas será migrado.
“Ficou definido que, para evitar interferência, principalmente nas recepções domésticas, seria migrado [o sinal da TV aberta] para uma outra taxa de frequência, onde a recepção estaria mais protegida. Todos os sinais que estão em banda C vão ser migrados para a banda Ku”, explica o diretor de tecnologia José Francisco Valencia.
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O que fazer?
Diante da migração do sinal, as antenas parabólicas precisarão ser trocadas, mas apenas conforme o 5G for chegando em cada região – veja abaixo os prazos. A situação se assemelha ao momento em que o sinal analógico deixou de existir, e as pessoas precisaram do conversor digital.
A Entidade Administradora da Faixa (EAF), da Anatel, tem um programa de distribuição gratuita da nova parabólica digital, conversor e cabos. Para fazer parte, é preciso se encaixar nos seguintes critérios:
Ser inscrito no CadÚnico;
Possuir uma antena parabólica tradicional, devidamente instalada e conectada à TV.
Quando o 5G chegar em determinada região, o morador terá que entrar com o pedido para receber o novo equipamento. Assim, um perito irá à residência para verificar se a pessoa se encaixa nos critérios de gratuidade. A solicitação do kit e a instalação devem ser agendadas por meio do site da EAF.
Já quem não estiver no CadÚnico precisará comprar um kit de antena novo, que pode chegar a R$ 800. As antenas usadas pelas TVs por assinatura não precisarão ser trocadas.
Antenas parabólicas terão funcionamento afetado com a chegada do 5G
Reprodução/EPTV
Prazos para chegada do 5G
Inicialmente, todas as capitais deveriam ter o 5G puro funcionando até 31 de julho. Entretanto, esse prazo foi prorrogado pela Anatel, devido ao cronograma de entrega dos equipamentos que precisam ser instalados para evitar que o 5G cause interferência em serviços profissionais de satélite. Esses equipamentos são importados, em geral da Ásia.
Pelo cronograma, o 5G precisa ser ativado comercialmente nas 15 capitais restantes até 27 de novembro. A tendência, contudo, é que a ativação aconteça antes, conforme as operadoras concluam os trabalhos de instalação de antenas e filtros.
Nesta quinta-feira, a Anatel informou que vai liberar a partir de segunda-feira (22) a ativação do sinal do 5G em Florianópolis (SC), Palmas (TO), Rio de Janeiro (RJ) e Vitória (ES).
Com isso, ainda faltará ativar o 5G em: Recife (PE); Fortaleza (CE); Natal (RN); Aracaju (SE); Maceió (AL); Teresina (PI); São Luís (MA); Campo Grande (MS); Cuiabá (MT); Porto Velho (RO); Rio Branco (AC); Macapá (AP); Boa Vista (RR) Manaus (AM); e Belém (PA).
Nas demais cidades do país, a ativação acontecerá gradualmente, até 2029.
Tecnologia 5G chega aos pouco
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