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Elon Musk pede informações a Jack Dorsey, cofundador do Twitter, em batalha judicial contra a empresa


Musk solicitou formalmente que o executivo apresente detalhes sobre o cálculo da base de usuários ativos pela empresa e como eles são usados para definir metas e pagamentos de executivos. Logo do Twitter e página de Elon Musk na rede social.
REUTERS/Dado Ruvic
O bilionário Elon Musk pediu formalmente que o cofundador do Twitter, Jack Dorsey, apresente dados sobre usuários ativos da plataforma para que eles sejam usados no processo contra a empresa.
O acordo para compra da empresa por Musk foi anunciado em abril, mas ele desistiu do negócio em julho. O empresário alega que o Twitter não o informou corretamente sobre a quantidade de contas falsas em sua plataforma. A companhia nega as acusações.
A cronologia da negociação até a desistência da compra da rede social por Musk
Elon Musk acusa Twitter de ter 65 milhões de usuários a menos
Na intimação, Musk pede que Dorsey mostre documentos e comunicações sobre os “usuários ativos diários monetizáveis”, métrica do Twitter para informar o tamanho da base de usuários da plataforma.
O documento também solicita informações sobre métricas alternativas que o Twitter considerou para calcular a quantidade de usuários e como o dado de “usuários ativos diários monetizáveis” é utilizado para definir metas da empresa e o pagamento de executivos.
Dorsey foi presidente-executivo do Twitter até novembro de 2021, quando deixou o cargo para se concentrar na Block (antiga Square), sua empresa de pagamentos. Ele foi substituído por Parag Agrawal, que ainda lidera a rede social.
Jack Dorsey, cofundador do Twitter, em foto tirada em 7 de junho de 2019
Francois Mori/AP Photo
Dorsey apoiou negociação entre Musk e Twitter
Jack Dorsey foi um dos apoiadores da negociação de compra do Twitter por Elon Musk no valor de US$ 44 bilhões (R$ 226 bilhões na cotação de 22 de agosto). O negócio foi aprovado pelo conselho de administração da empresa, mas não chegou a ser avaliado por acionistas e órgãos regulatórios porque Musk desistiu antes.
“É a única solução na qual confio”, escreveu o cofundador da rede social em abril sobre a possibilidade de ela ser comprada pelo fundador da SpaceX e da Tesla. “Obrigado aos dois [Elon Musk e Parag Agrawal] por tirarem a empresa de uma situação impossível. Este é o caminho certo”, publicou.
Musk e Dorsey concordaram que é preciso haver mais transparência no algoritmo do Twitter e que os usuários devem ter mais controle sobre o conteúdo que recebem.
Briga judicial
Com a desistência, Musk foi processado pelo Twitter por supostamente violar o acordo. A empresa pede que um tribunal de Delaware, nos Estados Unidos, ordene a conclusão da compra. O julgamento está marcado para 17 de outubro e deverá durar cinco dias.
O Twitter diz que as contas falsas e de spam representam menos de 5% de sua base de 229 milhões de usuários, mas Musk diz que sua análise parcial a partir dos dados fornecidos pela companhia mostram que o número é maior.
Cerca de duas semanas após ser processado, o bilionário também abriu um processo a empresa. O documento tramita sob sigilo.
Elon Musk e o Twitter: Uma relação antiga e polêmica

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