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Maior central nuclear da Europa é bombardeada


Usina de Zaporizhzhia, que fica na Ucrânia porém está controlada por tropas russas, vem sendo atacada constantemente. Moscou e Kiev se acusam mutuamente. Representantes da Agência Internacional de Energia Atômica, da ONU, estão no local, após acordo por conta da ameaça de um acidente nuclear. Guarda perto da usina de Zaporizhzhia em 4 de agosto de 2022
Alexander Ermochenko/Reuters
A central nuclear de Zaporizhzhia – a maior usina da Europa – foi fortemente bombardeada na manhã deste domingo (20), informou a Agência Internacional de Energia Atômica (IEAE). Segundo inspetores da agência que estão na usina, ao menos 12 explosões foram registradas no local.
A IEAE monitora a situação em Zaporizhzhia em uma missão especial, acordada entre as três partes há dois meses, após a comunidade internacional manifestar muita preocupação com um alto risco de um acidente nuclear pior que o de Chernobyl.
O grande desafio é que Rússia e Ucrânia sempre se acusam pela autoria dos bombardeios.
Neste domingo, ocorreu o mesmo. O Exército da Rússia acusou a Ucrânia pelos novos ataques. Moscou disse, no entanto, que o nível de radiação permanece “dentro das normas”.
Kiev “não para suas provocações destinadas a criar uma ameaça de catástrofe provocada pelo homem na central nuclear de Zaporizhzhia”, afirmou o Exército russo em um comunicado. No sábado (19) e no domingo, as forças ucranianas dispararam mais de “20 projéteis de grande calibre” contra a central, a maior da Europa, segundo a nota.
Kiev ainda não se pronunciou.
Bombardeio provoca destruição em Zaporizhzhia, na Ucrânia
Os projéteis explodiram entre os blocos número 4 e 5 e atingiram o teto de um “edifício especial” próximo aos blocos, ainda de acordo com a Rússia.
A Rússia, que executa uma ofensiva na Ucrânia desde 24 de fevereiro, ocupa militarmente o território da central. O presidente russo, Vladimir Putin, reivindicou a anexação da região, assim como de outros três territórios ucranianos.
Rússia e Ucrânia trocam acusações há vários meses sobre bombardeios na área da central nuclear, que está sob controle russo.

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