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4 crianças morrem após desabamento de casa na Argentina


Casa com estrutura precária na região periférica de Buenos Aires caiu sobre as crianças no início da semana. Filhos de Pamela em foto publicada nas suas redes sociais
Reprodução
Quatro crianças morreram esmagadas após o desabamento de uma casa na região de Esteban Echeverría, na região metropolitana de Buenos Aires, na Argentina na última segunda-feira (9).
Dois eram gêmeos de 4 anos. Os outros tinham 6 e 10 anos. A casa pertencia ao marido da mãe das crianças.
Segundo o jornal argentino “Clarín”, Pamela Nisi (37) estava em um cômodo da casa quando um de seus filhos, Valentine (15), foi até ela para dizer que “algo estava caindo do teto”. As crianças achavam que poderia ser um vazamento de água, mas era o início do desabamento.
Antes de conseguir ver o que era, o telhado da casa cedeu e caiu sobre seus outros filhos.
Imagem de arquivo de 2015 mostra casa em que Pamela morava com as crianças
Reprodução/Google Street View
Benicio e Noah Nisi (4) estavam dormindo, Lorenzo (6) e Santino (10) usavam seus celulares no momento do desabamento.
Duas semanas antes do ocorrido a mulher teria se mudado para a casa do novo cônjuge Daniel López (51). Ela saiu de outro bairro periférico para cuidar de sua família ao lado dele.
Pamela teve seis filhos de quatro diferentes companheiros. Daniel era mais próximo dos gêmeos, que foram aqueles que ele ajudou a criar.
Os vizinhos suspeitam que um excesso de entulho colocado no sotão foi o motivo do colapso da estrutura. O casal teria limpado entulho do quintal e ao invés de jogar na rua colocaram entre o teto da casa e o telhado.
“Esse peso, pensamos, fez tudo cair “, especulou Pablo Ezequiel ao Clarín.
A investigação por “homicídio culposo” foi entregue à Promotoria 3 de Esteban Echeverría, especializada em violência familiar e de gênero, abuso sexual e crimes relacionados ao tráfico de pessoas. Vanesa González é a promotora responsável pelo caso.
“O fato é realmente tremendo e muito triste. Os bombeiros trabalharam muito. A casa corre o risco de desabar. Os peritos tiveram que agir rapidamente, para que sua própria vida não corresse risco”, concluiu González.

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