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Terroristas danificaram 14 obras de arte no Senado; restauração pode custar R$ 1 milhão


Senado deve enviar projeto ao Iphan para instalar película ‘antivandalismo’ e dificultar novas invasões. Depredação foi feita por bolsonaristas radicais durante invasão de 8 de janeiro. Bolsonaristas radicais danificaram 14 obras de arte do Senado durante os atos terroristas e golpistas de 8 de janeiro, afirmou nesta sexta-feira (13) a coordenadora do Museu do Senado, Maria Cristina Monteiro.
De acordo com ela, o custo de restauração pode chegar a R$ 1 milhão.
Os bolsonaristas invadiram e depredaram o Congresso, no Palácio do Planalto e no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Maria Cristina, foram obras danificados no Senado:
Cinco quadros da galeria de ex-presidentes da Casa: quatro irrecuperáveis, em razão de cortes no rosto (um do senador Ramez Tebet, dois do senador Renan Calheiros e um do ex-presidente José Sarney). Um segundo quadro de Sarney foi levemente arranhado, e poderá ser restaurado;
Tapeçaria de Burle Marx: obra ficava na entrada do Salão Nobre. Foi arrancada da parede, danificada por um objeto cortante e encharcada de água. Radicais urinaram no objeto;
Quadro de Gustavo Hastoy: representa a assinatura da primeira Constituição Republicana. Radicais se penduraram na obra e tentaram arrancá-lo da parede;
Tapete persa: encharcado de água
Cadeira do século 19: teve um braço quebrado;
Tinteiro do século 19: foi dobrado e amassado;
Vitrine quebrada: abrigava uma réplica da Constituição;
Painel de Athos Bulcão: arranhado por estilhaços de vidro e bola de gude;
Quadro do artista e ex-senador Guido Mondim: arrancado da moldura, jogado no chão e molhado;
Mesa do século 19: completamente quebrada e danificada, com pedaços espalhados pelo prédio.
Quadros pintados a óleo dos rostos de todos os ex-presidentes do Senado também foram alvos dos criminosos
Elisa Clavery/g1
Além destas obras, uma cadeira assinada pelo arquiteto e designer Jorge Zalszupin também foi danificada. O objeto ficava no espaço destinado ao “cafézinho” do Senado.
“Além de objetos históricos, temos obras de arte e também movelarias assinadas por designers, como o Jorge Zalszupin, Sergio Rodrigues, Oscar Niemeyer”, disse.
Restauração
Senador Randolfe Rodrigues mostra estragos no Museu do Senado após atos de vandalismo
Maria Cristina afirmou que, em um primeiro momento, estão sendo empregados recursos do Orçamento do Senado para bancar a restauração dos estragos na Casa.
“A gente precisa detalhar o valor da restauração. Não temos o valor detalhado, mas varia de R$ 800 mil a R$ 1 milhão. Acredito que seja para menos. Quer dizer, eu espero”, afirmou Maria Cristina.
Ela afirmou que muitas das obras serão recuperadas pela própria equipe de restauradores do Senado. Outras vão precisar de parcerias para acelerar o processo.
Não há uma data estimada para conclusão do processo. Até lá, o Museu do Senado ficará fechado para visitação.
“Em breve, muito em breve vamos conseguir recuperar todas essas peças e a gente vai poder reabrir o museu, como era antes ou o mais próximo do que era antes, porque a nossa prioridade é realmente fazer com que a vida volte ao normal. A gente precisa devolver esse espaço que pertence aos cidadãos do Brasil”, afirmou a coordenadora do Museu.
Maria Cristina afirmou ainda que nenhuma peça do acervo desapareceu.
“Felizmente o Senado foi poupado. Não houve desaparecimento de peças. Teve muita depredação mesmo, quebraram muita coisa, mas não chegaram a levar nada”.
Vidros reforçados
Segundo Maria Cristina, o Senado estuda colocar uma película antivandalismo nas vidraças da Casa, para dificultar novas tentativas de invasão.
A questão está sendo discutida com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), responsável pela conservação dos prédios tombados em Brasília.
“A gente pretende colocar uma película antivandalismo, porque aí você dificulta a entrada, a quebra do vidro e preserva melhor a segurança. Isso em toda parte onde tem vidro na Casa, não só no Museu”, afirmou.

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