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Colômbia investigará militares, inclusive americanos, por abusos de menores indígenas


O Ministério Público investiga denúncias contra soldados colombianos e norte-americanos por abusos contra crianças da etnia nukak. Imagem aérea de San José del Guaviare
Reprodução/Wikipedia
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pediu nesta sexta-feira (13) uma investigação sobre supostos estupros de menores indígenas por militares locais e americanos na região da Amazônia colombiana, após uma história revelada por uma investigação jornalística.
“Pedi que uma comissão do Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar (ICBF) e da presidência se desloque imediatamente a Guaviare e trate das denúncias de estupros de menores. Esse horror dura anos, estimulado pela imunidade. Foram iniciadas todas as investigações, inclusive pela omissão de funcionários”, afirmou o presidente.
Uma reportagem da Univisión Noticias mostrou em dezembro que um militar dos Estados Unidos, que vivia nas instalações de um batalhão do Exército colombiano em 2019, supostamente abusou sexualmente e engravidou uma indígena nukak de 10 anos em San José del Guaviare, cidade da Amazônia colombiana.
Respaldado por fontes da comunidade e de entidades do Estado, o veículo americano denunciou “um fenômeno crescente de estupros de indígenas menores na região do Guaviare, perpetrados por homens em sua maioria brancos mais velhos e, alguns deles, militares”.
O Ministério Público investiga denúncias contra soldados colombianos e “norte-americanos” por abusos contra crianças nukak, reconheceu a promotora Isabel León à Univisión. A embaixada dos Estados Unidos em Bogotá declarou em nota que suas tropas não estão sendo investigadas por esse casos.
De tradição nômade, os nukak foram deslocados de seus territórios em meio ao conflito armado colombiano desde o fim do século XX. Hoje, vivem em assentamentos precários em zonas rurais e vagam pelas ruas da cidade pedindo esmolas.
Muitas crianças e adolescentes da etnia acabam nas mãos de redes que oferecem comida em troca de favores sexuais, e alguns se viciam em drogas, segundo ONGs.

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