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Caso Daniel Alves: relembre jogadores que já se envolveram em acusações de assédio ou violência sexual


Detido na Espanha nesta sexta-feira (20), Daniel Alves responde por suposta agressão sexual dentro de uma boate em Barcelona. Daniel Alves, Robinho e Neymar
montagem/ g1
O jogador Daniel Alves ,detido na Espanha nesta sexta-feira (20) sob a acusação de assédio sexual, não é o primeiro jogador de futebol brasileiro a ser investigado por suspeitas do mesmo crime na Europa. Neymar e Robinho já enfrentaram os tribunais por acusações semelhantes (leia mais abaixo).
Daniel Alves ainda não é considerado réu, e espera pela decisão da Justiça para saber se responderá em liberdade ou ficará em prisão preventiva.
Na Itália, o atacante Robinho foi condenado a nove anos de prisão por violência sexual em grupo. Já Neymar teve seu nome envolvido em dois casos. Em 2021, ele teve seu contrato com a Nike rompido após a empresa promover uma investigação interna envolvendo o jogador em uma suposta denúncia de assédio por parte de uma funcionária. Dois anos antes, o jogador do PSG tinha sido absolvido do inquérito em que foi acusado de estupro e agressão por uma modelo.
Relembre, abaixo, as investigações de assédio envolvendo os três jogadores:
Daniel Alves
Daniel Alves é detido em Barcelona durante depoimento e levado para custódia judicial
A Justiça espanhola determinou a prisão preventiva e sem fiança para o jogador Daniel Alves nesta sexta, num processo em que ele responde por suposta agressão sexual contra uma mulher em uma festa, em dezembro do ano passado (leia detalhes mais abaixo).
O jogador foi detido pela polícia de Barcelona, na Espanha, ao prestar depoimento sobre o caso. A denúncia, que corre na Justiça da região da Catalunha, foi feita pela mulher. Daniel Alves nega.
Em entrevista a um programa de TV na Espanha, o brasileiro alegou que estava apenas dançando, sem invadir o espaço de ninguém. A defesa do jogador ainda não havia se pronunciado sobre o caso até a publicação desta reportagem. Entenda aqui o que aconteceu.
A polícia da Catalunha afirma que:
o suposto crime ocorreu na noite de 30 de dezembro de 2022, em uma boate em Barcelona;
a suposta vítima alegou ter sofrido a agressão sexual por Daniel Alves no local, e se queixou com funcionários da boate;
segundo fontes policiais ouvidas pela agência de notícias Reuters, ela disse que o jogador a tocou debaixo de sua saia;
a direção da discoteca chamou a polícia, mas quando os policiais chegaram ao local, o jogador já havia ido embora, de acordo com a denúncia;
e que Daniel Alves ainda não é considerado réu.
Robinho
Ministério Público de Milão pede a extradição de Robinho e envia mandado de prisão internacional
Em outubro de 2022, o Ministério da Justiça da Itália encaminhou ao Brasil um pedido de extradição do atacante Robinho, condenado no país europeu a nove anos de prisão por violência sexual em grupo. O Brasil, no entanto, não permite a extradição de brasileiros natos.
Ainda assim, o jogador pode ser preso caso decida deixar o país. Há ainda a possibilidade de o governo italiano pedir ao governo brasileiro para que o jogador cumpra a pena no Brasil.
O caso aconteceu em janeiro de 2013, dentro de uma boate em Milão, contra uma jovem albanesa de 23 anos. De acordo com a investigação, a jovem estaria bêbada “ao ponto de ficar inconsciente” e teve relações sexuais quando não era capaz de resistir. A defesa de Robinho alegou no julgamento que houve consenso da mulher no ato sexual.
Em janeiro de 2022, o Supremo Tribunal da Itália confirmou a condenação de Robinho e de seu amigo Ricardo Falco pelo crime.
Em depoimento em 2014, o jogador admitiu que houve sexo oral, mas com permissão da garota e sem a participação de outras pessoas. Entenda o caso.
Neymar
◾ Fim de contrato com a Nike
Nike rompeu contrato com Neymar por causa de investigação de assédio sexual, diz jornal
Em maio de 2021, o jornal americano The Wall Street Journal revelou que a Nike rompeu o contrato de patrocínio com Neymar porque fez uma investigação interna de um suposto caso de assédio sexual.
O caso teria acontecido em 2016, quando Neymar e Michael Jordan, ídolo do basquete mundial, participaram juntos de uma campanha publicitária em Nova York. Nessa viagem, uma funcionária da Nike relatou que teria sido vítima de assédio em um hotel.
Dois anos depois, durante uma reunião com lideranças da empresa, a funcionária fez a denúncia e a Nike abriu uma investigação interna, sem envolver as autoridades.
De acordo com a publicação, Neymar teria se recusado a contribuir com essa investigação e, por esse motivo, a empresa resolveu romper o contrato que mantinha com o atleta desde os 13 anos de idade dele. Entenda na reportagem.
Pelas redes sociais, Neymar disse que ”afirmar que o meu contrato foi encerrado porque não contribuí de boa-fé com uma investigação é absurdo, mentiroso.”
Ressaltou que “em 2017 viajei novamente para os EUA para campanha publicitária, com as mesmas pessoas, nada me contaram, nada mudou! Em 2017, 2018, 2019 fizemos viagens, campanhas, inúmeras sessões de gravação. E nada me contaram. Um assunto com tamanha gravidade e nada fizeram. Não tive sequer oportunidade de conversar, saber os reais motivos da sua dor. Essa pessoa, uma funcionária, não foi protegida. Eu, um atleta patrocinado, não fui protegido.”
◾ Acusação de estupro e agressão em Paris
Em depoimento, Neymar diz que fez sexo consentido com Nájila Mendes de Sousa
Em julho de 2019, a Polícia Civil de São Paulo não indiciou Neymar no inquérito que apurava as acusações de estupro e agressão feitas por Najila Trindade Mendes de Souza contra o jogador. No relatório final do inquérito a delegada informou que os depoimentos e provas apresentados à polícia pela vítima apresentaram “incongruências”. O caso aconteceu em Paris, na França, mas Najila registrou ocorrência de estupro em uma delegacia de São Paulo.
No relatório final, a delegada concluiu que “diante dos elementos colhidos no curso da investigação policial, não vislumbro elementos para o indiciamento do investigado, uma vez que as versões são conflitantes, com incongruências nas declarações da vítima e, principalmente, nas provas apresentadas pela mesma”. Relembre a cronologia do caso.
Dois meses depois, em setembro de 2019, a polícia indiciou Najila por fraude processual, denúncia caluniosa e extorsão no caso.
Além disso, o ex-marido dela, Estivens Alves, foi denunciado por fraude processual e divulgação de conteúdo erótico. Em novembro de 2020, os dois foram absolvidos.

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