Politica

Novo comandante do Exército defendeu democracia, alternância de poder e respeito ao resultado da urna em discurso

General Tomás Miguel Ribeiro Paiva havia discursado em evento interno do Comando Militar do Sudeste, que ele chefiava, na última quarta-feira. Neste sábado, ele foi anunciado para chefiar o Exército no lugar do general Júlio César de Arruda. ‘Vamos continuar garantindo democracia’, diz comandante militar do Sudeste
O novo comandante do Exército, general Tomás Miguel Ribeiro Paiva, anunciado neste sábado (21) após o presidente Lula demitir do cargo o general Júlio César de Arruda, havia feito, na última quarta-feira (18), um discurso no qual defendeu a democracia, a alternância de poder e o resultado das urnas.
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O general falou a tropas num evento interno do Comando Militar do Sudeste, que estava sob seu comando. Na ocasião, ocorria uma homenagem aos militares mortos durante missão no Haiti, no terremoto de 2010. O vídeo com a fala de Tomás Miguel Ribeiro Paiva foi publicado na conta no YouTube do Comando Militar do Sudeste
“Nós vamos continuar íntegros, respeitosos, coesos e garantindo a nossa democracia. Porque democracia pressupõe liberdade, garantias individuais, políticas públicas e também é o regime do povo, alternância de poder. Alternância de poder. É o voto. E, quando a gente vota, tem que respeitar o resultado da urna”, afirmou o general.
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PERFIL: Quem é o novo comandante do Exército
Veja abaixo o trecho do discurso do general Tomás Miguel Ribeiro Paiva no qual ele defende a democracia e o respeito ao resultado da urna:
“Eu só consigo sentir orgulho. Eu só consigo sentir confiança. E eu fico sempre pedindo a Deus que me dê força para estar à altura da tropa que eu comando, pra estar à altura da tropa que eu comando, porque essa tropa que eu comando foi uma das tropas, ao longo da história, que mais perdeu vidas humanas em defesa do nosso amado Brasil.
Então, ser militar é isso, é ser profissional, é respeitar hierarquia e disciplina, é ser coeso, é ser íntegro, é ter espírito de corpo, é defender a pátria, é ter uma instituição de estado apolítica, apartidária. Não interessa quem está no comando, a gente vai cumprir a missão do mesmo jeito. Isso é ser militar. É não ter corrente. I
sso não significa que o cara não seja um cidadão, que o cara não possa exercer seu direito de ter opinião. Ele pode ter, mas ele não pode manifestar. Ele pode ouvir muita coisa, muita gente dizendo “faça isso, faça aquilo”, mas ele faz o que é correto, mesmo que o correto seja impopular. Porque se as pessoas tivessem certeza de que iriam pra aquela missão que tinha risco de vida, como o pessoal falava em risco de vida, como tem vários companheiros aqui que passaram por outras missões com risco de vida… Não é qualquer um que vai pra isso, não. Não é qualquer um que topa essa coisa, não. Então, essa é a mensagem que eu quero trazer pra vocês.
No que pese turbilhão, terremoto, tsunami, nós vamos continuar íntegros, respeitosos, coesos e garantindo a nossa democracia. Porque democracia pressupõe liberdade, garantias individuais, políticas públicas e também é o regime do povo, alternância de poder. Alternância de poder. É o voto. E, quando a gente vota, tem que respeitar o resultado da urna. Não interessa, tem que respeitar, é isso que se faz.
É essa convicção que a gente tem que ter, mesmo que a gente não goste. Nem sempre a gente gosta. Nem sempre é o que a gente queria, não interessa. Esse é o papel de quem é instituição de estado, instituição que respeita os valores da pátria”

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