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Galeria de fotos mostra conquistas da ciência em 2022: galáxias, asteroide, bactéria gigantesca e mais


O g1 reuniu imagens científicas marcantes, incluindo as da cápsula da missão Artemis, que deu várias voltas ao redor da Lua, e a descoberta de uma bactéria visível a olho nu. O ano de 2022 ficou marcado por imagens impressionantes na ciência: um registro inédito do buraco negro no centro da nossa galáxia, uma missão teste de defesa espacial contra um asteroide, os flagras do James Webb, a volta à Lua com a Artemis, uma bactéria gigantesca e muitos outros feitos.
Veja abaixo fotos de algumas das principais conquistas científicas do ano:
1 – Os flagras do supertelescópio James Webb
O James Webb é o maior telescópio espacial em operação. Ele foi lançado em dezembro do ano passado, mas seus primeiros registros foram divulgados este ano, em julho. Nessa primeira fase de sua missão, o supertelescópio vem apontando seus instrumentos para as mais diversas regiões do espaço, como nebulosas (gigantes nuvens de poeira e gás que pairam no espaço), galáxias distantes, exoplanetas e até mesmo astros no nosso Sistema Solar.
A ‘galáxia fantasma’ M74, flagrada pelo supertelescópio James Webb.
ESA/Divulgação
Os anéis de Netuno observados pelo supertelescópio James Webb.
NASA, ESA, CSA, STScI
Nebulosa de Carina, em nova foto do James Webb.
NASA
‘Quinteto de Stephan’, em nova imagem divulgada pelo telescópio espacial James Webb.
NASA/Divulgação
A nebulosa Planetária do Anel Sul.
NASA, ESA, CSA, STScI, NIRCam
Os Pilares da Criação, uma das mais famosas estruturas da astronomia.
NASA
A ‘ampulheta de fogo’, uma protoestrela “relativamente jovem”, com cerca de 100 mil anos.
NASA, ESA, CSA, and STScI. Image processing: J. DePasquale, A. Pagan, and A. Koekemoer (STScI)
A galáxia ‘Roda de Carro’, a cerca de 500 milhões de anos-luz de distância da Terra.
NASA/ESA/Divulgação
IC 1623, um par de galáxias em interação que fica a cerca de 270 milhões de anos-luz da Terra.
ESA/James Webb/Divulgação
2 – A missão-teste de defesa espacial
Pela primeira vez, a humanidade conseguiu desviar a trajetória de um asteroide com sucesso. A ação da DART (ou Missão de Teste de Redirecionamento de Asteroide Binário) foi um teste para verificar a capacidade de desviar a rota de corpos celestes que poderiam entrar em rota com a Terra no futuro. Dimorphos, o asteroide atingido pela sonda da Nasa não representava nenhuma ameaça conhecida contra o nosso planeta. O impacto espalhou mil toneladas de rocha pelo espaço.
O asteroide Dimorphos em 26 de setembro. Imagem feita pela missão DART
ASI/NASA via AP
3 – Plantas foram cultivadas com solo lunar
Pela primeira vez, cientistas cultivaram sementes com o solo da Lua, mais especificamente amostras recuperadas durante missões da NASA que foram ao satélite natural em 1969 e 1972. Como esse é um solo muito diferente do encontrado aqui na Terra (falta material orgânico), as sementes que germinaram em três dias foram bastante celebradas pelos cientistas, que agora apostam na promessa de usar plantas terrestres para apoiar postos humanos em outros mundos.
A espécie de planta Arabidopsis thaliana é vista brotando em um laboratório da Universidade da Flórida
REUTERS
4 – E voltamos à Lua com a Artemis I
Depois de vários atrasos não planejados ao longo do ano, a Nasa deu início em novembro ao primeiro passo do programa que promete retornar humanos à Lua. Por enquanto, a Artemis I é uma missão não tripulada: nenhum ser humano embarcou no “mais poderoso foguete” construído pela agência espacial, o Space Launch System – SLS (em português, Sistema de Lançamento Espacial), que deu várias voltas ao redor do nosso satélite natural.
A expectativa, porém, é de uma viagem tripulada com a Artemis 2 ao redor da Lua em 2024 e, finalmente, uma missão de pouso com a Artemis 3 em meados de 2025 ou 2026. A longo prazo, com o sucesso dessas missões, a Nasa planeja “estabelecer a presença humana na Lua” para facilitar viagens espaciais a destinos mais distantes da Terra, incluindo Marte.
O foguete da Missão Artemis I, com a cápsula Orion acoplada, é lançado do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida, no dia 16 de novembro de 2022
Red Huber/Getty Images North America/AFP
Câmera de um dos painéis da cápsula Orion da Artemis I flagra a Terra e a Lua no mesmo plano.
NASA JOHNSON/DIVULGAÇÃO
5 – Uma bactéria gigantesca
Em junho, um grupo de cientistas anunciou a descoberta da Thiomargarita magnifica, uma bactéria gigantesca visível a olho nu. A espécie, 4.500 vezes maior que outros micróbios do tipo, foi encontrada nos manguezais de Guadalupe, arquipélago localizado no Caribe, e é tida como a maior bactéria já encontrada na natureza até então.
Na imagem, é possível ver a bactéria Thiomargarita magnifica (filamentos brancos) em comparação com uma moeda de 10 centavos de dólar
LAWRENCE BERKELEY NATIONAL LABORATORY
6 – O buraco negro do centro da Via Láctea
A primeira foto de um buraco negro localizado no centro da nossa galáxia foi divulgada este ano, em maio. A imagem do Sagitário A*, um buraco negro supermassivo a cerca de 26 mil anos-luz da Terra, foi mais um importante marco para a ciência encabeçado pelo Event Horizon Telescope, uma rede que reúne radiotelescópios espalhados pelo mundo. Em 2019, esse mesmo projeto divulgou a primeira imagem de um buraco negro já registrada, o Pōwehi.
Imagem do Event Horizon Telescope mostra pela primeira vez o Sagittarius A*, buraco negro supermassivo a mais de 26 mil anos-luz da Terra.
EHT
7 – Células cerebrais humanas implantadas em ratos
Em outubro, uma equipe de cientistas conseguiu implantar certos tipos de células cerebrais humanas em ratos jovens para estudar melhor distúrbios psiquiátricos complexos, como a esquizofrenia. A técnica, ainda incipiente, traz alguns dilemas éticos, como o fato de que implantação de tecido cerebral humano em um animal pode alterar sua verdadeira natureza. A expectativa dos cientistas, contudo, é a de que esse método poderá ser usado no futuro para testar novos medicamentos.
Imagem de microscópio mostra célula de astrócitos humanos, ao centro em amarelo, e células gliais humanas (dispersas em azul) dentro do cérebro de um rato.
Pasca Lab/Stanford Medicine via AP
8 – Robô gosmento que guia remédios no corpo
Pesquisadores da Universidade Chinesa de Hong Kong criaram o protótipo de um robô gosmento e móvel — uma aposta para capturar objetos estranhos ingeridos acidentalmente ou até para guiar medicamentos pelo sistema digestivo. Por enquanto, apesar do potencial animador, o robô ainda está longe de chegar aos consultórios médicos. Os cientistas afirmam que estudos de implementação e eficiência em seres humanos ainda precisam ser avaliados.
Imagens de testes com o robô-lodo disponibilizadas pela Universidade Chinesa de Hong Kong
Advanced Nanomaterials & Microrobotics Laboratory
9 – Bebê que recebeu primeiro transplante de intestino de um doador falecido
Em Madri, o primeiro transplante de intestino no mundo a partir de um doador morto foi realizado neste ano. A paciente, uma bebê de 13 meses chamada Emma, sofria de uma insuficiência intestinal diagnosticada no primeiro mês de vida. A inovação médica foi resultado de três anos de investigação.
A bebê Emma e seus pais.
Reprodução
10 – O ‘Santo Graal’ da energia limpa
Pela primeira vez, cientistas conseguiram produzir uma reação de fusão nuclear que teve um ganho líquido de energia, ou seja, um resultado que gerou mais energia do que o necessário para alimentar o processo. O anúncio foi feito pelo governo dos Estados Unidos, no início de dezembro. Embora incipiente (resultados práticos vão demorar décadas para aparecer), o anúncio é visto como um marco importante para a física e para a produção de energia de fontes limpas, já que, no futuro, essa seria uma fonte inesgotável de energia que não polui a atmosfera.
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Ilustração do Centro Nacional de Ignição do Laboratório Nacional Lawrence Livermore mostra como ocorre uma fusão nuclear. Os feixes comprimem e aquecem o alvo nas condições necessárias para atingir a fusão nuclear.
Laboratório Nacional Lawrence Livermore via AP
11 – Transplante de um fígado humano preservado por três dias
Em maio, um fígado humano preservado por três dias fora do corpo de seu doador foi transplantado com sucesso para um homem de 62 anos que, mesmo um ano após a realização do procedimento, permanece saudável e com qualidade de vida normal. O procedimento é considerado promissor pois pode expandir o número de fígados disponíveis para transplante e, ao mesmo tempo, permitir que cirurgias sejam agendadas com dias de antecedência. Apesar da inovação, mais estudos precisam ser feitos, com mais pacientes e períodos de observação mais longos.
Fígado humano preservado por três dias foi transplantando com sucesso em um homem de 62 anos.
Nature Biotechnology

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