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Zelensky faz reestruturação na sua equipe de governo após denúncias de corrupção


Presidente ucraniano demitiu altos funcionários da sua gestão a fim de mostrar aos países do ocidente que pode ser um administrador confiável de todos os bilhões de dólares enviados para Kiev desde o início da guerra. Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky durante reunião virtual com ministros da defesa de outros países em 20 de janeiro de 2023
Ukrainian Presidential Press Service/Handout via REUTERS
Vários altos funcionários ucranianos renunciaram nesta terça-feira (24) na maior mudança que o governo de Volodymyr Zelensky passou desde o início da guerra contra a Rússia. Um assessor do presidente chamou o movimento de “uma resposta aos apelos públicos por justiça”.
Algumas das renúncias, embora não todas, estavam ligadas a alegações de corrupção. A Ucrânia tem um histórico de corrupção e governança instável e está sob pressão internacional para mostrar que pode ser um administrador confiável de bilhões de dólares em ajuda ocidental.
“Já existem decisões de pessoal, algumas hoje, outras amanhã, em relação a funcionários de vários níveis em ministérios e outras estruturas do governo central”, disse Zelensky em um discurso de vídeo durante a noite.
Embora Zelensky não tenha mencionado ninguém em seu discurso, ele anunciou a proibição de funcionários tirarem férias no exterior.
O assessor de Zelensky, Mykhailo Podolyak, tuitou: “O presidente vê e ouve a sociedade. E ele responde diretamente a uma demanda pública importante – justiça para todos.”
Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, durante visita à cidade de Kherson
Assessoria da presidência ucraniana/via REUTERS
Entre os que deixaram o cargo ou foram demitidos na manhã de terça-feira estavam um vice-procurador-geral, um vice-ministro da Defesa e o vice-chefe de gabinete do próprio gabinete de Zelensky.
As mudanças ocorrem dois dias depois que um vice-ministro da infraestrutura foi preso e acusado de desviar US$ 400 mil de contratos para comprar geradores, um dos primeiros grandes escândalos de corrupção a se tornarem públicos desde o início da guerra, 11 meses atrás.
Kiev diz que uma onda de sentimento patriótico diminuiu a corrupção desde a invasão da Rússia. Mas o chefe do partido Servo do Povo de Zelensky prometeu nesta segunda-feira que os funcionários seriam presos em uma próxima campanha anticorrupção e que recorreria à lei marcial se necessário.

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