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Lessa deixava carro do crime perto de DP envolvida com jogos de azar

O ex-policial militar acusado de matar a vereadora Marielle Franco (Psol-RJ), Ronnie Lessa, tinha o hábito de estacionar o Cobalt prata usado no crime na praia dos Amores, no Quebra-Mar da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, a cerca de 2,0 km da 16ª Delegacia da Polícia Civil. À época, a unidade era comandada por Adriana Belém, presa acusada de envolvimento com grupo de jogos de azar.

As informações constam na deleção premiada feita pelo ex-PM Élcio Queiroz à PF (Polícia Federal). Ele confessou ter participado do crime e apontou Lessa como o executor do crime matou a vereadora e seu motorista Anderson Gomes em 2018. A praia dos Amores e a 16ª Delegacia da Polícia Civil ficam aproximadamente a 3 minutos de distância de carro.

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Em um dos trechos da deleção, Queiroz disse que viu o carro pela 1ª vez em 2017 estacionado na região do Quebra-Mar. Segundo ele, Lessa e o ex-bombeiro Maxwell Simões Correa, conhecido como Suel, estavam no veículo. Relatou ainda que o ex-PM orientou Suel a guardar o Cobalt prata na praia dos Amores.

“Numa outra, a 2ª vez que eu vi o veículo foi quando eu já estava no Quebra-Mar e o Ronnie (Lessa) comentou com o Suel pra ele não deixar o carro no mesmo lugar, pra não acontecer a mesma coisa. Aí, falou: ‘Troca o carro de lugar’. Aí que eu fiquei sabendo que o carro estaria ali na praia dos Amores. Aí, de imediato o Suel saiu e foi lá trocar o carro de lugar”, disse.

Queiroz também afirmou que o sargento Edimilson Oliveira da Silva, o Macalé, e Suel costumavam sair da praia dos Amores para ir monitorar Marielle. Por esse motivo, segundo ele, Ronnie Lessa teria ficado preocupado com uma possível localização dos suspeitos do crime a partir das imagens do local.

“Então, fazendo retrocesso das imagens, poderia chegar na imagem dele, do Macalé e do Suel entrando no veículo ali debaixo na praia dos Amores, nessas campanas que eles estavam fazendo. Tinha essa preocupação, sim”, disse.

Eis abaixo no mapa a distância entre a praia dos Amores e a 16ª Delegacia da Polícia Civil:

OPERAÇÃO CALÍGULA

Em maio de 2022, a delegada Adriana Belém foi presa na operação Calígula do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) depois de ter sido encontrada com aproximadamente R$ 1,8 milhão em espécie em seu apartamento na Barra da Tijuca.

Segundo denúncia do MP-RJ, Belém é acusada de envolvimento com grupo criminoso ligado aos jogos de azar no Rio. A organização seria liderada pelo bicheiro Rogério Andrade e seu filho Gustavo. Entre os 15 denunciados também estava Ronnie Lessa.

Em outubro, Belém teve sua prisão revogada pelo juiz Bruno Monteiro Rulière, da 1ª Vara Criminal Especializada do Rio, por conta da aposentadoria da delegada. Na ocasião, manteve a prisão provisória de Lessa.

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