Guarujá

Baixada em Pauta #144: Médico alerta para risco do sexo químico na transmissão do HIV


Fábio Mesquita, médico epidemiologista, realizou trabalho pioneiro em pacientes infectados com HIV em Santos (SP), no final dos anos 80. Ele explicou o cenário atual de transmissão da doença que, no passado, estava muito atrelado ao uso de drogas injetáveis na cidade do litoral de SP. Podcast: Você pode ouvir Baixada em Pauta no g1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, no Deezer, no Hello You ou no aplicativo de sua preferência. Assine ou siga o Baixada em Pauta, para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar.

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Baixada em Pauta: Fábio Mesquita, médico epidemiologista, é o convidado da semana
A cidade de Santos, no litoral de São Paulo, liderou no começo dos anos 90 o ranking dos casos de Aids no Brasil. O médico Fábio Mesquita teve papel fundamental à época para conter as transmissões e tornar o município em um case de sucesso na contenção da epidemia e prevenção. Para se ter ideia, uma das medidas adotadas, e que chegou a ser vetada pelo Governo Federal, foi distribuir seringas para as pessoas que injetavam drogas — à época principal forma de transmissão.
Mesquita lembra que o Porto de Santos sempre foi visado pelo crime organizado e, à época, as drogas, principalmente a cocaína que não era embarcada para ser enviada ao Exterior, era lançada no mercado regional, o que fez com que as notificações de Aids disparassem.
Atualmente, ele vê o sexo químico como potencial risco de aumentar a transmissão da doença. O termo é usado para se referir à prática de sexo sob efeito de drogas psicoativas, que agem no sistema nervoso central. Essa seria a forma encontrada para aumentar o prazer e reduzir inibições. Ele acredita que o alerta é importante para evitar que o problema se espalhe pelo país.
Sexo químico é o principal risco para a transmissão do HIV na atual geração
Marcos Serra Lima/G1
Trabalho em Santos
Mesquita é médico epidemiologista e já ocupou o cargo de diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, no Ministério da Saúde, entre 2013 e 2016, bem como atuou por 12 anos como membro do corpo técnico do Departamento de HIV e Hepatites Virais da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Quando teve o primeiro contato no enfrentamento à doença, em 1987, no entanto, era um jovem profissional, ainda clínico geral. Ele conta que o Hospital Guilherme Álvaro estava lotado de pacientes com sintomas de HIV e precisavam de voluntários para abrir ambulatório.
Fábio Mesquita, médico epidemiologista que atuou no Ministério da Saúde e por 12 anos na OMS
Reprodução/TV Tribuna
Por ser o médico mais novo concursado pelo governo de São Paulo na região, não teve como negar o trabalho como muitos colegas fizeram. Resultado: se apaixonou pelo trabalho, pela doença e comportamentos que não eram ensinados na faculdade.
“A escola de Medicina nunca ensinou isso [os bastidores do que era vivido com pacientes com HIV/Aids]. Você chamava João na sala de espera, abria a porta e entrava uma mulher. E aí você falava assim: mas eu chamei o João como entra uma mulher? Naquela época não tinha nome social”.
Conquista
O médico vibra com o fato de hoje se aceitar que uma pessoal que é indetectável para o HIV, e que está tomando a medicação corretamente, não transmite o HIV.
Fábio Mesquita é o convidado da semana do Podcast Baixada em Pauta
Danilo Santos/TV Tribuna
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