Guarujá

Trio acusado de matar adolescente e jogar corpo em rodovia é condenado a mais de 20 anos de prisão


Ana Beatriz, de 14 anos, foi morta dentro da própria casa em Praia Grande (SP), em 2012. Ana Beatriz foi morta dentro da própria casa em Praia Grande (SP)
Reprodução
O trio acusado de matar a adolescente Ana Beatriz, de 14 anos, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, foi condenados a mais de 20 anos de prisão em regime fechado. Os réus são a mãe da vítima, a companheira dela e o ex-marido (veja a condenação de cada um abaixo).
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O corpo da menina, morta dentro da própria casa no bairro Jardim Anhanguera, foi encontrado por um caminhoneiro às margens da Via Anchieta, na altura de São Bernardo do Campo, em junho de 2012. Ana Beatriz estava com várias fraturas no rosto e marcas no pescoço. A autopsia constatou a morte por asfixia.
Para a polícia, a mãe da vítima, Ana Luiza Ferreira, a companheira dela Elizabeth Fernandes dos Santos e o ex-marido Carlos José Bento de Souza atuaram juntos no crime. Na época, Ana Luiza disse que Elisabeth espancou a menina após uma discussão e o ex-padrasto ajudou a ocultar o corpo.
Sentença
Ana Luiza Ferreira (mãe da vítima) foi condenada a 27 anos, 2 meses e 20 dias
Elizabeth Fernandes dos Santos (companheira dela) foi condenada a 20 anos e 8 meses
Carlos José Bento de Souza (ex-marido) foi condenado a 26 anos, 9 meses e 11 dias
Ana Luiza Ferreira (à esq), a companheira Elizabeth Fernandes e o ex-marido Carlos José Bento de Souza (à dir)
Reprodução
Julgamento
O processo corre em segredo de justiça. O julgamento começou às 10h de quinta-feira (28) na Sede do Ministério Público em Praia Grande e só terminou na sexta-feira (29), por volta das 21h30.
No primeiro dia, foram ouvidas quatro testemunhas e os três réus. O Ministério Público (MP) e a defesa debateram por aproximadamente 2h30 cada. Na sequência, houve a votação do júri e a decisão do juiz.
Estavam soltos
Segundo apurado pela TV Tribuna, afiliada da Globo, antes do julgamento, o trio estava solto. A advogada da mãe da vítima, Mariana Santos de Oliveira, informou que a defesa tem plena convicção da inocência de Ana Luiza. “Os fatos não ocorreram da maneira em que ela está sendo acusada”.
Já a advogada de Elizabeth informou que ela é ré confessa. “Vai contar tudo que aconteceu na cena do crime, inclusive, com os dois outros envolvidos”, disse Priscila Modesto.
Felipe Azuma, advogado de Carlos José, garantiu que o cliente nega participação no homicídio e está envolvido apenas na ocultação do cadáver, mas demonstra arrependimento. “Ele fala que recebeu uma ligação da ex-esposa dizendo que o filho estaria doente e passando mal e, quando chegou ao local dos fatos, na casa onde ele morou anteriormente, encontrou corpo de Ana Beatriz”, disse.
O caso
O corpo de Ana Beatriz foi encontrado às margens da Via Anchieta, em São Bernardo do Campo. A mãe da vítima, Ana Luiza Ferreira, participou de uma reconstituição do assassinato da adolescente. Na época, ela contou que o crime aconteceu quando um outro filho, de 7 anos, dormia em um quarto em frente ao local do assassinato.
“Ela alegou que houve uma discussão muito forte entre a filha dela e a Elizabeth, que é namorada da Ana Luiza. A Elizabeth, que é boxeadora, teria agredido a filha dela com socos até a morte. Ela disse que tentou afastar a agressora, mas não conseguiu. A reconstituição serviu para mostrar como a mãe foi omissa”, explicou o delegado responsável pelo caso na época, Luiz Evandro Medeiros.
O ex-marido da mãe, que registrou Ana Beatriz como filha, é suspeito de ajudar a esconder o corpo da jovem. Depois de ter visto a adolescente morta, Ana Luiza foi até o carro buscar um cobertor para esconder o cadáver.
Durante a reconstituição, uma pequena fogueira foi encontrada nos fundos da casa com várias roupas queimadas e um anel. A polícia acredita que o trio pretendia enterrar a menina dentro da própria casa.
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