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Milei nomeia ex-juiz que integrou grupo nazista e atacou sinagoga para Procuradoria-Geral


A indicação de Rodolfo Barra, de 75 anos, causou controvérsia na sociedade argentina. Rodolfo Barra
Télam
O presidente eleito da Argentina, o ultradireitista Javier Milei, nomeou o jurista Rodolfo Barra como procurador nesta sexta-feira (1º). A indicação gerou controvérsia, já que o ex-juiz integrou um grupo neonazista na juventude e chegou a atacar uma sinagoga.
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Barra, de 75 anos, ocupará a partir de 10 de dezembro a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, que presta assessoria jurídica ao Estado e o defende em julgamentos. A partir dessa posição, espera-se que ele proteja legalmente o pacote de reformas econômicas que Milei planeia implementar.
Passado controverso
Barra foi juiz do Supremo Tribunal e Ministro da Justiça durante vários anos durante a presidência de Carlos Menem (1989-1999), um peronista que aplicou políticas neoliberais. Especialista em direito administrativo, o jurista assessorou o plano de privatização de empresas da década de 1990.
Ele renunciou ao cargo de ministro em 1996, depois que a imprensa revelou que em sua juventude ele atuou no Movimento Nacionalista Tacuara, um grupo neonazista do país, e participou do ataque a uma sinagoga. As investigações jornalísticas do período também revelaram fotos em que Barra aparece fazendo a saudação nazista.
À época, o jurista declarou: “se fui nazista, me arrependo”.
A sua nomeação foi rejeitada pelo Fórum Argentino Contra o Antissemitismo (Faca) “como uma afronta direta ao espírito democrático e plural” da Argentina e também por ativistas políticos de esquerda.
“Um novo governo não pode iniciar a sua administração acolhendo em suas cadeiras indivíduos que professem antissemitismo ou qualquer forma de expressão de ódio”, afirmou o Faca sobre a nomeação de Barra, que não se pronunciou sobre o assunto. “Pedimos às autoridades que tomem medidas imediatas para corrigir este erro lamentável.”
Durante a presidência de Fernando de la Rúa (1999-2001), Barra atuou como chefe da Auditoria Geral da Nação e após se aposentar do cenário político, o jurista atuou no setor privado e no mundo universitário.
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