Economia

Dólar opera em baixa, com dados de emprego nos EUA abaixo do esperado; Ibovespa cai


Na véspera, a moeda norte-americana recuou 0,45%, cotada a R$ 4,9256. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira encerrou em alta de 0,08%, aos 126.903 pontos. Cédulas de dólar
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O dólar opera em baixa nesta quarta-feira (6), com investidores ainda repercutindo dados do mercado de trabalho americano divulgados na véspera e à espera de novos resultados. O relatório JOLTS, que mostra números de geração de emprego nos Estados Unidos, revelou que, em outubro, haviam 8,7 milhões de vagas em aberto no país, bastante abaixo das expectativas de mercado.
Esses números aumentam a percepção de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve iniciar um ciclo de corte nas taxas de juros americanos ainda no primeiro semestre do próximo ano, o que beneficia o real e outros ativos de risco.
Já o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, inverteu o sinal e opera em leve baixa.
Veja abaixo o dia nos mercados.
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Dólar
Às 11h40, o dólar caía 0,65%, cotado a R$ 4,8936. Veja mais cotações.
No dia anterior, a moeda norte-americana fechou em baixa de 0,45%, vendida a R$ 4,9256. Com o resultado, passou a acumular:
alta de 0,92% na semana;
avanço de 0,21% no mês;
queda de 6,68% no ano.

Ibovespa
No mesmo horário, o Ibovespa caía 0,18%, aos 126.673 pontos.
Na véspera, o índice fechou em alta de 0,08%, aos 126.903 pontos. Com o resultado, passou a acumular:
queda de 1% na semana;
retração de 0,34% no mês;
ganhos de 15,65% no ano.

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O mercado reflete positivamente os dados de emprego divulgados nos Estados Unidos na véspera. Enquanto a expectativa era a oferta de 9,3 milhões de vagas, o resultado foi de uma oferta de 8,7 milhões.
Embora pareça contraintuitivo, para os ativos de risco, neste momento, números mais fracos do mercado de trabalho são encarados com bons olhos porque indicam que o Fed pode pesar menos a mão sobre as taxas de juros americanas, hoje entre 5,25% e 5,50% ao ano.
Isso acontece porque, em um período de inflação alta, quanto mais aquecido anda o mercado de trabalho (o que coloca mais dinheiro na mão dos trabalhadores), mais pressionados tendem a ficar os preços – o que vinha levando o Fed a promover o ciclo de alta nos juros.
Em contrapartida, com números menores de emprego indicando uma desaceleração da atividade da maior economia do mundo, a visão de analistas e investidores é que o Fed possa iniciar cortes nos juros já no primeiro semestre de 2024. Taxas mais baixas por lá beneficiam os ativos de risco e impulsionam o desempenho da moeda brasileira sobre o dólar.
William Castro Aves, estrategista-chefe da Avenue Securities, destaca que os números do relatório JOLTS já foram o suficiente para levar os rendimentos dos títulos públicos americanos caírem na última terça-feira.
“A diminuição das vagas fez com que a proporção de vagas em relação aos trabalhadores disponíveis caísse de 1,3 para 1, ou seja, um emprego para cada desempregado nos Estados Unidos. Essa proporção era de cerca de 2 para 1 alguns meses atrás”, comenta o epsecialista.
O mercado aguarda, agora, a divulgação de outro relatório de empregos, o payroll, que acontece na sexta-feira (8).
No Brasil, o destaque fica com o resultado primário do setor público consolidado de outubro, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta manhã. As estatísticas fiscais mostram que, naquele mês, o país registrou superávit de R$ 14,8 bilhões, abaixo das expectativas do mercado, que esperava um resultado positivo de R$ 17 bilhões.
O número vem depois de um déficit de cerca de R$ 18 bilhões em setembro. Em outubro do ano passado, o setor público consolidado teve superávit de R$ 27,1 bilhões.
Com esses resultados, o Brasil acumula um déficit de R$ 114,2 bilhões em 2023, até outubro.

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