Guarujá

Primo de jogador que doou coração para Faustão diz que seria uma ‘grande satisfação’ encontrar apresentador


André Batista da Silva contou que seria uma satisfação encontrar o artista, pois ele representa “parte grande” do legado de Fábio. Faustão agradece a família de Fábio pela chance de viver
Reprodução
André Batista da Silva, o primo do jogador de futebol de várzea que morreu em agosto vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e teve o coração doado para Fausto Silva, contou ao g1 que a família não teve contato com o artista desde o caso. Segundo ele, seria uma “satisfação muito grande” encontrar Faustão pulsando o coração do primo Fábio Cordeiro da Silva.
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“Pelo que eu vejo nas informações na mídia, ele vem tendo uma recuperação muito boa, positiva. Eu espero que essa recuperação venha continuar. Como profissional de educação física, eu sei como é importante essa parte de recuperação, então seria legal [encontrar Faustão], ficaríamos felizes”, disse em entrevista ao g1, nesta segunda-feira (4).
De acordo com o primo, o apresentador representa um pouco da vida que Fábio deixou mesmo após morrer. “É uma parte muito grande. Ele fez o bem para muitas pessoas e, para a família, ainda continua vivo. […] Isso é o que nos alegra, dá forças para viver o dia a dia”.
E complementa: “É difícil você perder o familiar, mas a vida nos ensina muitas coisas para dar valor às coisas simples. Então ele ajudou, fez um ato maravilhoso, eu sinto que ele ainda vive entre nós”, afirmou.
André contou ao g1 que a família está mais conformada com a morte de Fábio, mas enfatizou que o primo era uma pessoa muito boa e deve ter a memória sempre enaltecida, principalmente pelo “ato muito nobre” que teve ao doar os órgãos. “A família ajudou só a autorizar, mas os órgãos eram dele”, finalizou.
Faustão
Na época do transplante, Faustão disse nas redes sociais ser eternamente grato aos familiares de Fábio. “Fazer um agradecimento especial ao José Pereira da Silva, pai do Fabio, que teve uma grandiosidade incrível, generosidade absurda e proporcionou que eu continuasse vivo”. E complementou: “Fico emocionado porque ele [Fábio] me deixou a chance de viver de novo”
Faustão grava vídeo pela primeira vez desde o transplante para agradecer fãs
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Quem é Fábio ?
Fábio Cordeiro da Silva, o jogador de futebol de várzea que morreu no dia 26 de agosto, vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), sonhava em ser atleta profissional e chegou a fazer testes em grandes times, como o Palmeiras. Ele morava em Mongaguá, no litoral de São Paulo.
Segundo a família, um dos órgãos que Fábio doou foi o coração. Entre 19 e 26 de agosto, foram realizados 13 transplantes de coração no país, sendo sete no estado de São Paulo, entre eles, o do apresentador Fausto Silva, mas o governo do estado não informou quem foi o doador de Faustão.
De acordo com o irmão dele, Flavio Cordeiro da Silva, faltaram oportunidades para que Fábio fizesse do futebol a carreira. “Ele sonhava [em ser profissional]. Tinha talento, mas, na época, tinha que ter muita sorte para seguir. Era mais difícil, precisava ter dinheiro, empresário”, explicou.
Fábio Cordeiro da Silva passou por diversos times do futebol de várzea do litoral paulista
Reprodução
“Era um jogador incrível, jogou em vários clubes da várzea. Até os adversários o respeitavam”, disse o irmão.
Flavio contou que o irmão foi para o futebol amador após não passar em testes de times profissionais, pois jamais abandonaria o esporte, que era sua maior “paixão”. No entanto, a modalidade não era a única praticada por Fábio, que também surfava, fazia capoeira e era um atleta exemplar.
“Não colocava açúcar na boca, as comidas eram bem certinhas, fazia academia. Era puro músculo […]. Tinha uma liderança em campo e fora de campo também”, relembrou.
Legado
Irmão (à esquerda) e primo (à direita) de Fábio (ao centro) falam sobre legado deixado.
Arquivo Pessoal
Como único irmão do atleta, Flavio disse fazer de tudo para manter a história de Fábio viva. “Era o caçulinha, então tinha um pouco de mim nele também”. Ele disse ter muito orgulho do irmão, que era seu parceiros inclusive na música. Os dois tiveram uma banda de forró.
O professor de educação física André Batista da Silva, de 41 anos, é primo e cresceu com Fábio. “Para mim, ele é o ‘Fabinho’ […]. Ensinei a chutar a bola, bater falta, essas coisas. Era uma relação de primo, mas praticamente de irmão”, enfatizou.
Ele contou que os dois aprenderam a surfar juntos e as boas memórias jamais serão esquecidas, bem como o legado de Fábio. “Menino puro, trabalhador, sereno”, descreveu o primo.
“Nos deixou mas está ajudando outras pessoas, como sempre ajudou”, disse André sobre a doação de órgãos.
Morte
Fábio sofreu o AVC no dia 23 de agosto, enquanto trabalhava como azulejista em um apartamento em Santos. O jogador foi encontrado no dia seguinte, quando a equipe que trabalhava no local chegou e o encontrou consciente, mas com o lado direito do corpo paralisado.
Ele foi socorrido até a Casa de Saúde de Santos, onde foi levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e passou por uma cirurgia no cérebro. A morte cerebral foi constatada na manhã do dia 26 e a família optou por doar os órgãos.
Etapas da cirurgia
Veja as etapas do transplante de coração
Arte/g1
VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

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