Tecnologia

Cientistas exploram novas frequências em busca de vida alienígena

A busca por vida extraterrestre sempre intrigou a humanidade, e agora os cientistas da Busca por Inteligência Extraterrestre (SETI, na sigla em inglês) estão explorando territórios inexplorados para encontrar respostas. Apesar do vasto universo, a distância entre as estrelas torna essa busca como encontrar uma agulha em um palheiro cósmico.

O que você precisa saber:

  • O SETI é um ramo da astronomia dedicado a encontrar vida alienígena por meio da busca por sinais incomuns, chamados de tecnossignaturas.
  • A identificação de uma tecnossignatura não apenas indicaria a existência de vida, mas apontaria especificamente para a presença de vida inteligente que utiliza tecnologia avançada.
  • Após 60 anos de buscas infrutíferas, os pesquisadores do Breakthrough Listen e do Seti estão agora investigando uma gama de frequências previamente inexploradas.
  • A premissa do SETI é que as civilizações extraterrestres podem depender da tecnologia de maneira semelhante aos humanos, como o uso de telefones celulares, satélites ou radares.
  • Dado que uma parte significativa dessa tecnologia gera sinais detectáveis em frequências de rádio, focar nessas faixas serve como um ponto de partida lógico na busca por inteligência extraterrestre potencial.
  • Pesquisas anteriores de tecnossignaturas incluíam apenas a faixa de frequência de rádio acima de 600 MHz, deixando as frequências mais baixas praticamente inexploradas.
  • Isso ocorre apesar de serviços de comunicação cotidianos, como controle de tráfego aéreo, transmissões de emergência marítima e estações de rádio FM, emitirem esse tipo de radiação de baixa frequência na Terra.
  • O motivo para não explorar essas frequências é que os telescópios que operam nelas são relativamente novos, e as ondas de rádio de baixa frequência têm menos energia, tornando-as mais desafiadoras de detectar.

Leia mais:

Em uma pesquisa recentemente concluída, os cientistas exploraram essas frequências pela primeira vez usando o Low Frequency Array (Lofar), o telescópio de baixa frequência mais sensível do mundo, operando de 10 a 250 MHz. Apesar de utilizar apenas duas estações na Irlanda e na Suécia, a pesquisa abrangeu 44 planetas que orbitam estrelas diferentes do Sol, identificados pelo satélite de pesquisa de exoplanetas em trânsito da NASA.

A observação de baixa frequência apresenta uma vantagem significativa ao abranger áreas extensas em comparação com seus equivalentes de frequência mais alta. No caso do Lofar, eles cobriram 5,27 graus quadrados do céu para cada apontamento dos telescópios, totalizando mais de 1.600.000 alvos em potencial.

No entanto, a busca por tecnossignaturas enfrenta um desafio significativo: essas assinaturas também são comuns na Terra, resultando em milhares de sinais de interferência terrestre. Isolar e identificar sinais potenciais de origem extraterrestre torna-se uma tarefa complexa.

Uma abordagem inovadora chamada “rejeição de coincidência” foi desenvolvida para lidar com essa interferência. Essa técnica leva em consideração as emissões locais de rádio em cada telescópio, eliminando sinais que não ocorrem simultaneamente em ambas as estações.

Embora a pesquisa não tenha encontrado sinais de vida inteligente, a eficácia do método de rejeição de coincidência pode ser crucial para futuras descobertas em planetas semelhantes à Terra. Projetos futuros, como a pesquisa Nenufar, operando em 30-85 MHz, e observações adicionais do Lofar, prometem expandir ainda mais o escopo dessa busca fascinante.

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