Brasil

Crescimento do agronegócio impulsiona demanda por imóveis de alto padrão em Goiânia

A recuperação do agronegócio brasileiro durante 2023 tem movimentado o mercado imobiliário de alto padrão. O setor passou por um aumento significativo na produção e no valor bruto dos produtos. Um estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do agro pode alcançar R$ 2,63 trilhões em 2023. E o enriquecimento dos empresários do ramo tem levado à valorização de imóveis em regiões produtoras. Goiânia foi a capital brasileira que registrou a maior valorização no preço do metro quadrado de imóveis novos do país nos últimos 12 meses, com um aumento de 13% no valor segundo a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). A alta foi puxada pelos imóveis de luxo e superluxo lançados recentemente, que tiveram preço médio de R$ 8.205 por mês.

“O crescente PIB de Goiás, que supera o brasileiro nos últimos quatro anos, traz investimentos em infraestrutura, mais indústria, mais comércio, mais serviços, mais emprego. É a condição perfeita para um céu de brigadeiro. Aí acontece a valorização que estamos vendo. O potencial na aquisição de unidades imobiliárias em construção continua crescente motivado principalmente pela valorização que superou em muito a inflação, sendo a maior valorização no mercado imobiliário do Brasil, superando, inclusive, grandes capitais como Rio de Janeiro e São Paulo. Outro fator para essa ascensão tem muito a ver com a taxa Selic, que está aí projetando mais uma queda nesta semana. Esses dois fatores, sem sombra de dúvidas, aumentam muito o apetite do adquirente que compra para morar, seja para sua primeira moradia, ou fazer um upgrade da sua moradia vigente e também para o investidor, que adquire um imóvel pra fazer uma renda duradoura, perene ao longo dos anos por meio de locação, por exemplo”, explica Felipe Melazzo, presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO).

Segundo a organização, durante o ano passado, foram lançadas 11.550 novas unidades em Goiânia, entre prédios residenciais, comerciais, casas e hotéis. A quantidade é cerca de 80% superior ao registrado em 2018, início do ciclo de crescimento. O valor geral de vendas (VGV) desses lançamentos atingiu R$ 6,3 bilhões, quase 2,5 vezes superior ao registrado em 2018. As vendas também saltaram nesse período: 119% em VGV e 68,5% em unidades. Incorporadoras e escritórios de arquitetura renomados detectaram um grande nicho a ser explorado e já estão atuando na cidade nos novos lançamentos. A empresária Ana Flávia Machado, CEO da AFS Empreendimentos, é umas das que enxerga grande potencial na capital goiana.

“Goiânia é uma cidade pujante, com uma clientela exigente e que gosta de investir em bens palpáveis como um imóvel. Portanto, a cidade carece de imóveis com esse padrão de excelência e luxo. Ela também está vivendo um turismo de negócios e hospitalar, que impulsiona a demanda por hospedagem de alto padrão e segunda moradia, principalmente de quem atua no agronegócio no interior de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Tanto empresários como suas famílias buscam imóveis a fim de ter um ponto de apoio na capital para atender tais demandas, ou um residencial para filhos que estão estudando, ou ainda para gerar investimentos certeiros”, avalia Ana Flávia.

Por conta do aquecimento do mercado, a empresária lançou na cidade o v3rso, marca do luxuoso Grupo Emiliano. O projeto prevê duas torres residenciais de altíssimo padrão, somando 285 unidades, com apartamentos de até 265 metros quadrados; além de um complexo gastronômico, praça, galeria de arte e outros serviços. Ela acredita que a valorização do mercado goiano deve aumentar o preço em outras cidades também. “É necessário que haja investimento contínuo em projetos de alta qualidade, com entregas de excelência e experiências inovadoras. Assim conseguiremos manter a curva de crescimento do mercado, que receberá cada vez mais capital e seguirá contribuindo com a economia – afinal, a construção civil é hoje um dos setores que mais geram novos empregos. É uma via de mão dupla, em um ciclo que se retroalimenta”, considera.

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