Tecnologia

Guerra dos chips: EUA dão 1º passo para expandir produção

A expansão da capacidade de produção de chips semicondutores é uma das prioridades da Casa Branca. A medida faz parte dos planos para assumir a hegemonia do setor e desbancar a China, alvo de uma série de restrições de compra e venda de produtos. A disputa entre as duas potências é intensa e recebeu o nome de a “guerra dos chips“. Nesta semana, o Departamento de Comércio anunciou o destino do primeiro repasse bilionário para revitalizar a fabricação de semicondutores nos Estados Unidos.

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Ao contrário do que poderíamos imaginar, as autoridades dos EUA não escolherem nenhuma empresa do Vale do Silício para iniciar o processo de expansão da indústria de chips. Quem receberá a concessão de US$ 52 bilhões, mais de R$ 258 bilhões, do governo de Joe Biden é a britânica BAE Systems.

O repasse faz parte do programa “CHIPS for America” que visa criar mais empregos de manufatura e pesquisa e desenvolvimento nos Estados Unidos e reduzir a dependência de chips fabricados no Leste Asiático. Segundo analistas, a escolha de uma empresa estrangeira (embora de um velho e histórico aliado) faz parte dos esforços para afastar as críticas de que a iniciativa seria protecionista.

A BAE Systems utilizará o montante para atualizar a fábrica da empresa em Nashua, Nova York, que produz chips para equipamentos militares dos EUA, incluindo o caça F-35. O Departamento de Comércio disse que a concessão ajudará a empresa a quadruplicar a produção de chips em New Hampshire. As informações são do The Washington Post.

Guerra dos chips

Além de fomentar a produção nacional de chips e o desenvolvimento da inteligência artificial, o governo dos Estados Unidos tenta impedir o acesso da China aos produtos.

Pequim foi impedida não apenas de importar os chips mais avançados, mas também de adquirir os insumos para desenvolver seus próprios semicondutores e supercomputadores avançados, e até mesmo dos componentes, tecnologia e software de origem americana que poderiam ser usados para produzir equipamentos de fabricação de semicondutores para, eventualmente, construir suas próprias fábricas para fabricar seus próprios chips.

Além disso, cidadãos norte-americanos não podem mais se envolver em qualquer atividade que apoie a produção de semicondutores avançados na China, seja mantendo ou reparando equipamentos em uma fábrica chinesa, oferecendo consultoria ou mesmo autorizando entregas a um fabricante chinês de semicondutores.

Chips da Intel
Guerra dos chips coloca EUA e China em conflito mais uma vez (Imagem: Wallpaper Flare)

Importância dos chips semicondutores

  • Nos últimos anos, os chips semicondutores se tornaram uma força vital da economia moderna e o cérebro de todos os dispositivos e sistemas eletrônicos, de iPhones até torradeiras, data centers a cartões de crédito.
  • Um carro novo, por exemplo, pode ter mais de mil chips, cada um gerenciando uma operação do veículo.
  • Os semicondutores também são a força motriz por trás das inovações que prometem revolucionar a vida no próximo século, como a computação quântica e a inteligência artificial, como o ChatGPT, da OpenAI.

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