Economia

Ibovespa sobe e bate os 131 mil pontos, ainda com juros americanos no radar; dólar cai


Na última sexta-feira, a moeda norte-americana avançou 0,45%, cotada a R$ 4,9367. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira recuou 0,49%, aos 130.197 pontos.
KEVIN DAVID/A7 PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta nesta segunda-feira (18), já nos 131 mil pontos. O dia é de agenda econômica mais vazia, com o volume de negócios nos mercados globais já começando a diminuir por conta do fim de ano.
Já o dólar opera em queda, depois de oscilar bastante pela manhã.
No exterior, investidores continuam repercutindo as perspectivas para as taxas de juros dos Estados Unidos no próximo ano, após novas declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).
Por aqui, o destaque é o boletim Focus, relatório do Banco Central (BC) que reúne as projeções de economistas para os principais indicadores econômicos, que mostrou que as expectativas para a inflação para 2023 caíram mais uma vez.
Veja abaixo o dia nos mercados.
Entenda o que faz o dólar subir ou descer
Dólar
Às 15h47, o dólar caía 0,76%, cotado a R$ 4,8990. Veja mais cotações.
Na última sexta-feira (15), a moeda norte-americana fechou em baixa de 0,07%, vendida a R$ 4,9144. Com o resultado de hoje, passou a acumular:
alta de 0,15% na semana;
avanço de 0,44% no mês;
queda de 6,47% no ano.

Ibovespa
No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,88%, aos 131.359 pontos.
As ações da Petrobras, uma das empresas com maior peso na composição do índice, também avançavam, acompanhando a valorização do petróleo no exterior.
Na sexta-feira, o índice fechou com baixa de 0,49%, aos 130.197 pontos. Com o resultado, passou a acumular:
alta de 2,44% na semana;
avanço de 2,25% no mês;
ganhos de 18,65% no ano.

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Desde a última reunião do Federal Reserve, que manteve as taxas inalteradas entre 5,25% e 5,50% ao ano, as apostas do mercado financeiro se concentram em quando será iniciado o ciclo de cortes de juros norte-americanos.
Raphael Bostic, presidente do Fed de Atlanta, afirmou à Reuters que espera dois cortes de juros em 2024, mas adiantou que isso só deve acontecer no terceiro trimestre. Na mesma linha, o presidente do Fed de Nova York, John Williams, disse considerar que uma discussão de cortes de juros em março ainda é prematura.
Segundo analistas do BTG Pactual, esses posicionamentos reduziram as expectativas de uma baixa nas taxas de forma mais acelerada, como o mercado aguardava. A ansiedade se instaurou depois do tom do comunicado e da coletiva de imprensa do presidente da instituição, Jerome Powell, indicando uma posição mais benevolente do Fed.
No Brasil, o dia não tem grandes movimentos. A edição desta segunda-feira do boletim Focus mostra que os economistas do mercado financeiro reduziram a expectativa de inflação deste ano de 4,51% para 4,49%. É a primeira vez desde junho de 2022 que os analistas projetam o IPCA deste ano abaixo de 4,5%.
A estimativa está abaixo do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta central de inflação é de 3,25% neste ano, podendo oscilar entre 1,75% e 4,75% neste ano.
Se a projeção do mercado financeiro se confirmar, será interrompida uma sequência de dois anos de descumprimento da meta de inflação. Em 2021, o IPCA somou 10,06%. E, em 2022, a inflação somou 5,79%.
Já para 2024, a expectativa de inflação é de 3,93%, enquanto a meta é de 3%, podendo oscilar entre 1,5% e 4,5%.
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