Guarujá

‘Golpe do amor’: Operação da Polícia Civil em SP e ES prende quatro suspeitos de quadrilha que atuava na Grande SP


Uma das vítimas da quadrilha teve prejuízo de cerca de R$ 200 mil. Prisões ocorreram em Itaquaquecetuba, na Grande SP, Peruíbe, no litoral Sul paulista, e em Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo. Delegacia Central de Itaquaquecetuba
Thaís Leite/TV Diário
Quatro pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha do “golpe do amor” que atuava em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, foram presas durante uma operação da Polícia Civil, na manhã desta quinta-feira (21). Duas pessoas foram detidas em Itaquaquecetuba, uma em Peruíbe, no litoral Sul paulista, e outra em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, após cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão.
De acordo com o delegado Carlos Chrispim, do 1º DP de Itaquaquecetuba e responsável pelas investigações, a quadrilha tinha como alvo pessoas com um poder aquisitivo considerável e através de aplicativos de namoro. A ação desta quinta contou com o apoio da Polícia Civil do Espírito Santo e da Guarda Civil Municipal de Itaquaquecetuba.
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O caso que deu início às investigações ocorreu em outubro. A vítima, um empresário de 40 anos, havia marcado um encontro com a suspeita no shopping de Itaquaquecetuba. De lá, os dois teriam saído para um outro local, quando foram abordados no caminho pelos outros suspeitos. A mulher com quem a vítima havia se encontrado, segundo o delegado, era esposa de um dos integrantes da quadrilha.
“Essa quadrilha é extremamente organizada. Através do aplicativo de relacionamento, escolhia suas vítimas, de acordo com o poder aquisitivo, marcava encontros. Essa vítima marcou em local público, que foi o shopping de Itaquá, e a investigação deu início através das imagens obtidas através do shopping. Aí identificamos primeiro a mulher, a suposta mulher do relacionamento. Chegamos aos demais indivíduos. E a quadrilha, inclusive, montava conta de empresas, abria empresa com conta jurídica pra fazer essas transferências bancárias e depois transferir para os conteios, pra dificultar ao máximo a identificação”, explicou o delegado.
A vítima teria passado por três locais diferentes durante 12 horas, afim de dificultar as investigações. Para não serem localizados, os suspeitos usavam contas de pessoas jurídicas para não levantar suspeitas.
“Foram identificados, até o momento, 11 pessoas. E a partir das provas que colhemos hoje, com os mandados de busca e apreensão, pediremos a prisão dos demais identificados. Máquinas de cartões, celulares, tudo que é objeto de prova pra gente dar sequência à investigação foi apreendido na data de hoje”.
A polícia apreendeu celulares e cartão de crédito. De acordo com o delegado, os criminosos fizeram compras com o cartão da vítima, que rendeu um prejuízo de R$ 200 mil. Na casa dos suspeitos, foram encontrados cartões de créditos, máquinas de cartões, celulares e um pé de maconha. O caso segue sendo investigado.
“É necessário muita cautela. Nesse caso, a vítima tomou as precauções devidas. Fez um encontro público no shopping. Mas, assim, foi convidada a ir até a casa da suposta pessoa que estava se relacionando com ela. E foi nesse caminho que pediu pra parar, durante o caminho, pra comprar um lanche, foi onde ela foi arrebatada”, finalizou o delegado.
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