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Ibovespa tem queda no primeiro pregão de 2024; dólar fecha em alta, e vai a R$ 4,91


O principal índice de ações da bolsa de valores teve queda de 1,11%, aos 132.697 pontos. A moeda americana subiu 1,28%, cotada a R$ 4,9148. Painel mostra variação de mercado na B3, em São Paulo.
Amanda Perobelli/Reuters
No primeiro pregão de 2024, o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em queda nesta terça-feira (2), em dia de pessimismo no mercado global. O dólar fechou em alta, e chegou aos R$ 4,91.
Apesar do noticiário lento, os mercados começam o ano negativos pela reavaliação dos agentes econômicos sobre os rumos dos juros americanos. São altas as expectativas pela ata da reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), que será divulgada nesta semana e pode dar mais pistas do que pensam os dirigentes da política monetária dos Estados Unidos.
Com base nos últimos discursos, analistas estão mais pessimistas a respeito do momento em que as taxas serão cortadas, o que favoreceria os ativos de risco. Assim, o dia foi marcado pelo avanço das Treasuries americanas, ativos mais seguros do mundo e destino dos investimentos em momentos de cautela.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
O dólar fechou em alta de 1,28%, cotado a R$ 4,9148. Veja mais cotações.
No último pregão de 2023, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,41%, cotado a R$ 4,8525. No ano, porém, terminou o ano com recuo de 8,06%.
A máxima histórica da moeda americana foi em 13 de maio de 2020, quando custava R$ 5,9007. De lá para cá, já acumula queda de quase 18%.
Veja o balanço final de 2023 abaixo.
queda de 0,17% na semana;
recuo de 1,28% no mês;
perda de 8,06% no ano.

Ibovespa
O Ibovespa teve queda de 1,11%, aos 132.697 pontos.
No último pregão de 2023, o índice fechou em queda de 0,01%, aos 134.185 pontos. No ano, a bolsa fechou com ganho de mais de 22,28%.
Em termos anuais, este é o melhor resultado desde 2019, quando o índice teve alta acumulada de 31,58%.
Veja o balanço final de 2023 abaixo.
alta de 1,08% na semana;
ganho de 5,38% no mês;
alta de 22,28% no ano.

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O principal factual vem do exterior. O dia é de reforço global do dólar com o receio do mercado sobre os juros nos EUA, trazendo junto um aumento dos rendimentos das Tresuries americanas.
O mercado espera a ata da reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), que será divulgada nesta semana, para avaliar as pistas dos rumos dos juros no país. Além de pressionar a cotação da moeda americana, o fenômeno eleva o juro futuro aqui e fora.
Como reporta a agência Reuters, as expectativas de mercado precificavam corte de 1,5 ponto percentual nos juros do Fed este ano, abaixo do 1,6 ponto visto na semana passada. Essa redução reflete temores de que, talvez, o banco central norte-americano não poderá ser tão brando na condução da política monetária quanto o previsto no final do ano passado.
“Concordamos amplamente com as opiniões de (Thomas) Barkin, (John) Williams e outros (diretores do Fed) que acreditam que é muito cedo para falar sobre cortes de taxas”, disse em relatório Jaime Valdivia, economista-chefe da Galápagos Capital.
“Um ciclo prematuro de cortes de taxas nos EUA nos preocupa pelos seguintes motivos: as expectativas de inflação de curto prazo permanecem elevadas e a inflação núcleo de serviços ainda é bastante persistente.”
Além da ata do Fed, o principal indicador da semana é o relatório de emprego dos EUA (“payroll”), que dará mais indicativos da situação econômica do país e de que rumo o Fed deve tomar na condução dos juros americanos.
Por aqui, ainda com agenda fraca, o Banco Central divulgou nesta terça-feira o primeiro boletim Focus deste ano. Economistas do mercado financeiro preveem que o Brasil feche o ano de 2024 com inflação de 3,9%, crescimento econômico de 1,52% e com o dólar cotado a R$ 5.
As projeções indicam estabilidade em relação à edição anterior do Focus, divulgada na semana passada. A única variação foi na previsão de inflação, que caiu de 3,91% para 3,90%. Já para o juro básico da economia neste ano, a previsão recuou de 9,25% para 9% ao ano.
Para o ano de 2023, a projeção da inflação oficial é de 4,46% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Sobre o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2023, o mercado financeiro manteve a projeção de crescimento em 2,92%.
No dia 31, depois do último pregão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, com vetos, a lei que regulamenta o mercado de apostas esportivas online no Brasil, as chamadas bets.
A lei sancionada tributa empresas e apostadores, bem como estabelece regras para a exploração das apostas e define a distribuição dos recursos arrecadados pelo governo com a atividade. Segundo cálculos iniciais do Executivo, a tributação de jogos e apostas virtuais deve destinar aos cofres públicos pelo menos R$ 10 bilhões.
Também no fim da semana passada foi divulgada a taxa de desemprego no Brasil, que foi de 7,5% no trimestre móvel terminado em novembro. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, entre junho e agosto, o período traz redução de 0,3 ponto percentual (7,8%) na taxa de desocupação.
A taxa trimestral é a menor desde fevereiro de 2015, quando também era de 7,5%. Com os resultados deste trimestre, o número absoluto de desocupados ficou estável contra o trimestre anterior, em 8,2 milhões de pessoas.
No trimestre, houve crescimento de 0,9% na população ocupada, que chegou ao recorde de 100,5 milhões de pessoas, maior número da série histórica iniciada em 2012.

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