Economia

Ibovespa sobe, mas acumula queda na primeira semana de 2024; dólar cai


O principal índice de ações da bolsa de valores avançou 0,61%, aos 132.023 pontos. Já a moeda norte-americana recuou 0,73%, cotada a R$ 4,8718. Imagem ilustrativa sobre a alta do dólar e o mercado de ações na Bolsa de Valores de São Paulo (B3).
KEVIN DAVID/A7 PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
O Ibovespa, principal índice de ações da bolsa de valores, a B3, fechou em alta nesta sexta-feira (5), mas encerrou a primeira semana de 2024 com queda acumulada.
A sessão foi marcada pela divulgação dos dados de emprego nos Estados Unidos, que mostraram força no mercado de trabalho e pressão nos salários.
Investidores têm sido cautelosos em 2024, preocupados com a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) passe a realizar cortes na taxa básica de juros este ano e o quão rápido poderão ser implementados. (Leia mais abaixo)
Diante do mesmo cenário, o dólar caiu nesta sexta.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
O dólar fechou em queda de 0,73%, cotado a R$ 4,8718. Veja mais cotações.
Na véspera, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,15%, vendida a R$ 4,9074. Diante dos resultados, o dólar encerrou a primeira semana de 2024 com alta acumulada de 0,40%.
No ano de 2023, porém, terminou o ano com recuo de 8,06%. A máxima histórica da moeda americana foi em 13 de maio de 2020, quando custava R$ 5,9007. De lá para cá, já acumula queda de quase 18%.
Veja o balanço final de 2023 abaixo.
queda de 0,17% na semana;
recuo de 1,28% no mês;
perda de 8,06% no ano.

Ibovespa
O Ibovespa avançou 0,61%, aos 132.023 pontos.
Na véspera, o índice teve queda de 1,21%, aos 131.226 pontos. Diante dos resultados, o Ibovespa encerrou a primeira semana de 2024 com recuo acumulado de 1,61%.
No ano passado, a bolsa fechou com ganho de mais de 22,28%. Em termos anuais, este é o melhor resultado desde 2019, quando o índice teve alta acumulada de 31,58%.
Veja o balanço final de 2023 abaixo.
alta de 1,08% na semana;
ganho de 5,38% no mês;
alta de 22,28% no ano.

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A grande expectativa do dia era para o principal indicador econômico da semana, o relatório de emprego não agrícola dos EUA (“payroll”), que veio acima do esperado pelo mercado em dezembro. Além de mais vagas, também aumentaram os salários em um ritmo sólido.
A economia norte-americana abriu 216 mil vagas de emprego no mês passado, informou o Departamento do Trabalho. Os dados de novembro foram revisados para baixo, mostrando que criação de 173 mil postos de trabalho (em vez de 199 mil).
Economistas consultados pela Reuters previam abertura de 170 mil empregos em dezembro. O número é um dos mais fundamentais na análise do Fed, e gera mais dúvidas sobre o momento que os cortes podem se iniciar.
“Depois de o ADP de ontem ter superado estimativas, o mercado já passou a precificar um payroll mais forte no pregão de ontem. E essa revisão para o mês de novembro, abaixo do anunciado, acabou balanceando a surpresa negativa de dezembro”, diz Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos.
Para Helena Veronese, economista-chefe da B.Side Investimentos, o dado de hoje pode ter servido como um “balde de água fria” para quem precificava um corte de juros na reunião de março do Fed, mas não deve sinalizar uma mudança de cenário.
“O mercado de trabalho segue aquecido, mas essa revisão mostra que de fato temos uma perda importante de dinamismo ainda que gradual, mostrado pela manutenção do desemprego em 3,7%”, afirma.
No Brasil, destaque para as contas do setor público consolidado, que registraram um déficit primário de R$ 119,55 bilhões nos onze primeiros meses deste ano, informou o Banco Central. No mesmo período de 2022, as contas públicas haviam registrado um superávit de R$ 137,8 bilhões, ou 1,5% do PIB.
O saldo negativo parcial ano representa o pior resultado para esse período desde 2020, quando, no início da pandemia da Covid-19, o governo elevou gastos com benefícios para a população. De janeiro a novembro daquele ano, o rombo nas contas públicas somou R$ 651,11 bilhões.
Veja abaixo o desempenho que levou ao saldo negativo das contas públicas nos onze primeiros meses deste ano:
governo federal registrou déficit de R$ 137 bilhões;
estados e municípios tiveram saldo superavitário de R$ 20,7 bilhões;
empresas estatais apresentaram déficit de R$ 3,21 bilhões.
Somente em novembro, as contas públicas registraram um resultado negativo de R$ 37,27 bilhões, contra um saldo negativo de R$ 20,9 bilhões no mesmo mês do ano passado.
O aumento do rombo nas contas públicas no primeiro ano da nova gestão está relacionado, principalmente, com a alta das despesas autorizada por meio da PEC da transição, aprovada no fim do ano passado pelo governo eleito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Já a dívida do setor público consolidado registrou alta de 0,5 ponto percentual do PIB, passando de 73,7% do PIB em outubro para 73,8% do PIB em novembro – o equivalente a R$ 7,97 trilhões.
Na comparação com o final do ano passado, quando a dívida estava em R$ 7,22 trilhões, ou 71,7% do PIB (dado atualizado), porém, houve uma alta de 2,1 pontos percentuais.
Por fim, a produção industrial brasileira registrou alta de 0,5% em novembro na comparação com o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção subiu 1,3%.
As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de alta de 0,2% na variação mensal e de 0,7% na base anual.

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