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Dólar engata 4ª alta seguida e vai a R$ 4,93, com juro dos EUA no radar; Ibovespa cai aos 127 mil pontos


A moeda norte-americana teve um leve avanço de 0,02%, cotada a R$ 4,9306. Já o principal índice de ações da bolsa de valores brasileira encerrou com uma retração de 0,94%, aos 127.316 pontos. Dólar opera em baixa
Karolina Grabowska
O dólar encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em alta, após ter passado parte da manhã em território negativo. A sessão foi mais uma vez marcada pelas incertezas em relação ao rumo dos juros nos Estados Unidos.
Indicadores norte-americanos e dados decepcionantes da economia chines também estiveram sob os holofotes.
Já o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em baixa na última hora do pregão.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
Ao final da sessão, o dólar encerou com um leve avanço de 0,02%, cotado a R$ 4,9306, na 4ª alta consecutiva. Veja mais cotações.
Com o resultado, acumulou:
alta de 1,52% na semana;
e ganhos de 1,61% no mês e no ano.
No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 0,09%, cotada a R$ 4,9296.

Ibovespa
Já o Ibovespa encerou com uma queda de 0,94%, aos 127.316 pontos.
Com o resultado, acumulou:
recuo de 2,80% na semana;
quedas de 5,12% no mês e no ano.
Na véspera, o índice teve baixa de 0,60%, aos 128.524 pontos, no menor patamar em mais de um mês.

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Em um dia de agenda econômica mais fraca no Brasil, os investidores mais uma vez voltaram as atenções para os Estados Unidos, de olho em dados norte-americanos e em eventuais sinais sobre o futuro dos juros do país.
Entre os indicadores, o Departamento do Comércio dos Estados Unidos informou pela manhã que as vendas no varejo aumentaram 0,6% em dezembro, após elevação de 0,3% em novembro. Economistas consultados pela agência de notícias Reuters previam alta de 0,4%.
Já o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) informou que a produção industrial aumentou 0,1% em dezembro, após alta de 0,2% em novembro.
Os números reforçaram a perspectiva de que o mercado de trabalho da maior economia do mundo segue aquecido — o que pode sinalizar que a queda nas taxas de juros norte-americanas podem demorar um pouco mais do que o previsto para acontecer.
Nesse sentido, falas de dirigentes do Fed continuaram na mira dos mercados. Nesta quinta-feira, o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, afirmou que está aberto a reduzir as taxas de juros dos Estados Unidos mais cedo do que havia previsto, caso haja evidências “convincentes” nos próximos meses de que a inflação está caindo mais rapidamente do que o esperado.
“Mas as evidências precisariam ser conviencentes”, disse ele, reiterando que a situação geral enfrentada pelo Fed “exige cautela”.
Nos últimos dias, outros dirigentes também falaram com mais cautela sobre a expectativa de redução dos juros na maior economia do mundo. Christopher Waller, diretor do Fed, disse que a instituição não deve se apressar em cortar sua taxa básica de juros até que esteja claro que a baixa da inflação será sustentada.
Apesar das incertezas sobre o futuro dos juros do país, no entanto, a maior parte do mercado ainda espera que o BC norte-americano comece em breve. De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, 61% dos investidores acreditam que o Fed deve iniciar o corte de juros em março. Esse número era de 80% no final de 2023.
Desde julho, o Fed trabalha com uma taxa básica na faixa de 5,25% a 5,5%.
Além disso, o Fed ainda divulgou nesta quinta-feira o seu Livre Bege, com avaliações sobre a economia norte-americana.
Nele, a instituição afirmou que a atividade econômica teve pouca ou nenhuma alteração de dezembro até o início de janeiro, enquanto as empresas relataram que as pressões sobre os preços foram mistas e quase todas citaram sinais de uma desaceleração do mercado de trabalho.
Ainda no exterior, investidores também continuaram a repercutir sinais de que a economia da China tem recuperação irregular e pode continuar precisando de estímulos por parte do governo.

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