Economia

Dólar oscila e Ibovespa passa a subir, com expectativas sobre juros dos EUA sob os holofotes


No dia anterior, a moeda norte-americana teve um leve avanço de 0,02%, cotada a R$ 4,9306. Já o principal índice de ações da bolsa de valores brasileira encerrou com uma retração de 0,94%, aos 127.316 pontos. Dólar inicia o dia em baixa
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O dólar opera sem direção única nesta sexta-feira (19), com investidores mais uma vez atentos aos rumos dos juros nos Estados Unidos. Na véspera, um dirigente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) afirmou que está aberto a reduzir as taxas de juros do país mais cedo do que havia previsto.
O mercado também repercute a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que é considerado uma prévia mensal do Produto Interno Bruto (PIB).
O dia ainda é marcado por vencimento de opções sobre ações na B3. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, passou a subir.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
Às 16h15, o dólar recuava 0,06%, cotado a R$ 4,9282. Veja mais cotações.
No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 0,02%, cotada a R$ 4,9306, na quarta alta consecutiva.
Com o resultado, acumulou:
alta de 1,52% na semana;
e ganhos de 1,61% no mês e no ano.

Ibovespa
No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,08%, aos 127.412 pontos, acompanhando a melhora dos mercados no exterior.
Na véspera, o índice teve baixa de 0,94%, aos 127.316 pontos, no menor patamar em mais de um mês.
Com o resultado, acumulou:
recuo de 2,80% na semana;
quedas de 5,12% no mês e no ano.

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O que está mexendo com os mercados?
Por mais um pregão, o grande foco dos investidores é o rumo dos juros nos Estados Unidos. Em meio a dados recentes mostrando uma economia norte-americana robusta, agentes financeiros têm ajustados apostas sobre o começo e o tamanho do ciclo de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), com alguns já avaliando que uma redução em março pode ser uma aposta muito otimista.
Na véspera, o presidente da distrital do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, afirmou que está aberto a reduzir as taxas de juros dos Estados Unidos mais cedo do que havia previsto, o que trouxe um alívio de curto prazo para o mercado.
O dirigente destacou, porém, que esse cenário só será possível se houver evidências “convincentes” nos próximos meses de que a inflação está caindo mais rapidamente do que o esperado.
Já no Brasil, as atenções ficam voltadas para a divulgação do IBC-Br, indicador conhecido como a prévia do PIB.
O índice apresentou leve alta de 0,01% em novembro, contra expectativa de crescimento de 0,10%, mas encerrando uma sequência de três meses de queda. Com esse resultado, o IBC-Br acumula uma baixa de 0,49% no trimestre encerrado em novembro.
“Contudo, diante dos efeitos cumulativos da política monetária restritiva, o alto endividamento das famílias, a dissipação dos efeitos do agro e o menor crescimento global, a economia ainda apresenta sinais de arrefecimento”, comentou Rafael Perez, economista da Suno Research.
Ainda no cenário doméstico, investidores seguem atentos às negociações políticas voltadas para a economia, principalmente as que envolvem a arrecadação federal, como a reoneração da folha de pagamentos e a reforma tributária.

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